A CPL, do grupo alemão Cartonplast, iniciou uma parceria com a Casa Valduga, uma das principais vinícolas da Serra Gaúcha, para a locação de separadores plásticos usados no transporte e acondicionamento de garrafas de vidro, em substituição aos separadores de madeira. O modelo de negócio segue rígidos padrões de higiene e segurança alimentar, pois prevê a higienização dos separadores entre uma e outra operação logística.

 

Os separadores consistem em chapas de polipropileno (PP) que estão sendo produzidas pela Cartonplast, no formato de 1 x 1,20 m, medida padrão do palete brasileiro. A versão alveolar, ou corrugada, é recomendada para separar camadas de frascos de menor peso, como as garrafas de vinho de meio litro e cerveja long neck. Já as chapas sólidas, moldadas em sistema sanduíche, são formadas por duas camadas exteriores de PP maciço e uma interior com agente expansor, que favorece a obtenção de vantagens em termos de peso, resistência e flexibilidade. A textura das chapas é projetada de modo a permitir o arraste mecânico das garrafas por braços robóticos, mas também assegurar bons níveis de aderência durante o transporte.

 

Elcio de Moura, diretor geral da CPL no Brasil, informou que a vida útil dos separadores plásticos vai de 10 a 15 ciclos, podendo variar em virtude das condições de transporte. Já a dos modelos em madeira é de dois a três ciclos, relação que torna os plásticos bastante vantajosos.

 

Na Europa, o Grupo Cartonplast possui 45 milhões de separadores em uso, movimentando 200 milhões de unidades/ano de produtos. Com base na prospecção feita no mercado brasileiro, deverão circular por aqui nos próximos cinco anos de 8 a 10 milhões de separadores, que tornarão viáveis de 40 a 45 milhões de fornecimentos.

 

A taxa de reposição dos itens no mercado europeu é de 2% ao ano, mas levando em conta as condições de transporte no Brasil, aqui ela deverá ficar entre 3 e 3,5%. No entanto, uma vez que o mercado se convença das vantagens do uso dos separadores plásticos, é possível haver um salto de demanda, tendo em vista principalmente a expansão do consumo de vinhos e o desenvolvimento da indústria de cervejas artesanais.

 

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