Desenvolvedores de filmes e películas feitos em plástico estão trabalhando no aprimoramento de produtos para atender à demanda de segmentos que buscam otimizar o aproveitamento de luminosidade natural.
 

Filmes plásticos transparentes e condutores elétricos desenvolvidos nos EUA

 

Aplicações desse tipo estão mostrando para a indústria manufatureira caminhos para a eficiência energética, e são úteis para diversas áreas como, por exemplo, de geração de energia fotovoltaica, automobilística e de eletroeletrônicos.

 

 

Um recente desenvolvimento de películas plásticas transparentes que apresentam ao mesmo tempo boa condutividade elétrica, transmitância de luminosidade e baixa refletância foi realizado por cientistas na Universidade de Michigan (Estados Unidos). Os filmes foram obtidos pelo uso de uma formulação que continha polímeros e materiais com características dielétricas como cobre e óxido de zinco – estes últimos usados para compor uma camada interna com espessura de 6,5 nm.

 

Os pesquisadores que lideraram o projeto, Jay Guo, professor de engenharia elétrica e ciência da computação, e Chengang Ji, especialista em engenharia elétrica e computadores, contaram com a colaboração de Dong Liu, professor da Universidade de Ciência e Tecnologia de Nanjing (China).

 

Eles conseguiram concluir as películas graças a um estudo que teve como princípio criar revestimentos de proteção contra a radiação ultravioleta fabricados a partir de polímeros, que pudessem ser aplicados em janelas. O trabalho também consistiu no melhoramento de películas plásticas para células de painéis fotovoltaicos, telas sensíveis ao toque (touch screen) e lâmpadas de LED.

 

“Criamos uma receita para encontrar o melhor equilíbrio entre transparência e condutividade, desenvolvendo uma superfície antirreflexo de três camadas. A camada de metal condutora é inserida entre dois materiais dielétricos que permitem que a luz passe facilmente. Os materiais dielétricos diminuem a reflexão da camada de metal e do plástico entre eles”, disse Guo.

 

Segundo ele, essa configuração permite a obtenção de um índice de transmitância de luminosidade de 88,4% ao invés dos 88,1% que seriam conseguidos caso fosse utilizado somente plástico.

 

Mais informações a respeito das películas podem ser obtidas aqui. Acesse também o nosso artigo sobre plásticos laminados flexíveis com malha metálica que dão origem a telas sensíveis ao toque.


 

Foto: Exemplo de aplicação de filmes plásticos em telas sensíveis ao toque (Pixabay).



 

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