De todos os deveres que o setor produtivo tem enfrentado, a agenda ESG (do inglês Environmental, Social and Governance) pode ser das mais desafiadoras, mas também a que dará a maior sensação de dever cumprido a quem conseguir levar a cabo verdadeiros princípios de atuação responsável nos quesitos ambiental, social e de governança.


 

No microcosmo da indústria de plásticos, essa agenda é um ponto nevrálgico, pois o setor está no epicentro das críticas relacionadas a danos ambientais de proporções gigantescas, a exemplo das ilhas de plásticos localizadas em diferentes pontos do oceano, do surgimento dos microplásticos e tantos outros acontecimentos que repercutem na opinião pública e na escolha dos consumidores finais.


 

Causar um impacto positivo no meio ambiente e na sociedade, conforme os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável pela Organização das Nações Unidas, do qual derivam as recomendações hoje conhecidas como ESG significa, em poucas palavras, agir de acordo com princípios éticos e de forma responsável, algo que boa parte da cadeia produtiva dos plásticos tem buscado ao se engajar no reaproveitamento de materiais e no uso de resinas de fonte renovável.


 

Essas atividades se tornam ainda mais representativas quando apoiadas em bases econômicas, permitindo o surgimento de novos negócios capazes de tratar como oportunidade o necessário acerto de contas entre o ambiente produtivo e o meio ambiente , fomentando também o desenvolvimento social. É o que mostra a matéria especial sobre sustentabilidade, publicada na edição de janeiro/fevereiro, a partir da página 14. Trata-se, na verdade, de uma atualização sobre o tema, tendo em vista que ele foi abordado de forma mais abrangente na edição de maio de 2021, disponível aqui.


 

Analisamos aqui como a reciclagem e os bioplásticos estão à frente das ações da indústria do plástico rumo a uma possível economia de carbono neutro. E como isso envolve também o uso eficiente da energia nas plantas industriais, um artigo sobre o assunto complementa a edição ao tratar da racionalização do uso da energia em injetoras operando sob carga parcial. Notamos assim que, aos poucos, o setor se estrutura para os desafios da atualidade, e é bom podermos presenciar esta evolução.


Hellen C. O. Souza

hellen.souza@arandaeditora.com.br
 



Mais Notícias PI



Chega ao mercado um sistema de monitoramento de robôs industriais

Foi lançado pela Yaskawa Motoman no Brasil o Checkbot, ferramenta que reúne recursos para supervisão de robôs desenvolvida por uma empresa da República Tcheca.

18/05/2026


Injetora totalmente elétrica foi lançada pela Chen Hsong

Já está disponível para comercialização a nova injetora Spark AE 300, que compõe uma série de máquinas 100% elétricas desenvolvida pela fabricante chinesa.

18/05/2026


Contaminantes na resina: projeto fará a transição de ensaios laboratoriais para o ambiente industrial

Consórcio coordenado pelo instituto alemão SKZ visa aprimorar sistemas de monitoramento em tempo real na extrusão para mitigar riscos operacionais decorrentes da presença de contaminantes em polímeros reciclados.

18/05/2026