A Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), anunciou que selecionará dois institutos de pesquisas brasileiros e investirá R$ 120 milhões, em cinco anos, para torná-los Centros de Competência em Hardware, chamados de CCH, para a indústria nacional.
De acordo com a entidade, a qual é supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a proposta da criação dos novos centros é gerar e ampliar conhecimento no Brasil sobre plataformas de IoT (do inglês, internet of things, ou “internet das coisas”, em português) dos institutos selecionados.
Para Jorge Guimarães, diretor-presidente da Embrapii, “As plataformas de IoT são uma área high tech e estratégica para o crescimento econômico do País. Assim, aproveitar as oportunidades que são abertas para os novos produtos e serviços é crucial para promover a competitividade da indústria”.
No primeiro ano, os selecionados receberão R$ 40 milhões. Os recursos podem ser utilizados na capacitação de pesquisadores e no desenvolvimento de pesquisas básicas, ainda embrionárias, mas que permitam avançar no conhecimento para produzir as futuras soluções tecnológicas da indústria. Com o fortalecimento, os centros estarão aptos a desenvolver a solução completa de hardware, que inclui componentes físicos (como sensores e partes elétricas e mecânicas), dispositivos de comunicação, integração de sistemas, conectividade e segurança da informação.
Com isso, os envolvidos esperam atrair investimentos em inovação de empresas que queiram estimular a criação de start-ups capazes de criar soluções tecnológicas de hardware para diversos setores da economia, tais como 5G, telecomunicações, saúde ou agro.
Uma das estratégias do programa é fazer com que empresas brasileiras se associem aos CCH, pagando uma quota de participação e, em contrapartida, recebam benefícios como: acompanhamento do direcionamento das pesquisas, conhecer em primeira mão as descobertas alcançadas, acesso a laboratórios, treinamentos de profissionais e acesso aos profissionais qualificados do centro para suporte no processo de inovação de acordo com sua estratégia empresarial.
Segundo José Luis Gordon, diretor de planejamento e relações institucionais da Embrapii, “O modelo de associação de empresas ainda é um instrumento pouco conhecido no Brasil, mas bastante usual em países que figuram nas principais posições no ranking de inovação, como os Estados Unidos. Os projetos de PD&I das associadas podem chegar na fase pré-comercial, etapa em que a tecnologia prova ser economicamente viável”.
A seleção é a primeira ação da Embrapii como gestora do Programa Prioritário Hardware BR, mecanismo utilizado por empresas beneficiadas pela Lei de TICs para cumprir suas obrigações financeiras de P&D em troca de incentivos fiscais. Mais informações sobre a iniciativa estão disponíveis no site da Embrapii.
(Foto: Freepik)
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