O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) abrirá na próxima semana uma chamada pública para que soluções de mercado possam ser criadas ou aperfeiçoadas para prevenção do contágio pelo novo coronavírus. O objetivo é aumentar a competitividade e contribuir para a diversificação de produtos de empresas do setor médico-hospitalar por meio de subvenção econômica.

 

MCTIC abrirá chamada pública para investir em EPI e EPC

O anúncio reflete a necessidade de agilizar a produção dos itens necessários às ações sanitárias. Na semana passada, quando o  Ministério da Saúde abriu o primeiro edital para compra de respiradores, por exemplo, pedindo 15.000 aparelhos, teve como resposta das empresas especializadas que não haveria estoque para atender à demanda, o que manifesta a urgência de investimentos em todas as frentes.

 

Este pode ser um momento importante para transformadores de plástico participarem de projetos que serão apresentados ao órgão. De acordo com o Secretário de Empreendedorismo e Inovação do MCTIC, Paulo Alvim, tal apoio se faz necessário devido ao cenário atual de pandemia que está se concretizando no Brasil, mas é importante enxergar também uma janela de oportunidades para as empresas atenderem prioritariamente ao mercado local e, após a pandemia, o internacional.

 

O público-alvo inclui empresas de todos os portes, incluindo startups e empresas de base tecnológica, de insumos médicos e hospitalares e cadeias correlatas ou de outras que detenham tecnologias aplicáveis nos equipamentos e sistemas. Os recursos virão do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, que é operado pela Finep/MCTIC, empresa pública vinculada ao ministério.

 

Segundo o ministro Marcos Pontes, esta ação pretende apoiar não somente o desenvolvimento de novos produtos, mas também a agregação de novas funcionalidades. Além disso, subsidiará o desenvolvimento de soluções que permitam aumentar a produtividade das empresas, onde há também um considerável número de novas tecnologias baseadas em nanotecnologia, materiais avançados e indústria 4.0, que se mostram promissoras para agregar valor, introduzir novos níveis de segurança e aumentar a produtividade na cadeia de valor dos equipamentos e sistemas de proteção individual e coletivos (EPIs e EPCs).

 

(Foto: Freepik)

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