A norte-americana Milliken desenvolveu uma gama de polímeros para o revestimento de sementes que terão contato com o solo e de grãos a serem armazenados. A comercialização dos produtos é parte de um trabalho que abrangeu o estabelecimento de um laboratório voltado para prestação de serviços, recentemente inaugurado na capital paulista.

 

O material polimérico permite a formação de uma camada que protege a semente contra o ataque de insetos, excesso de umidade, atrito com minerais e demais intempéries. Além disso, a formulação do revestimento possibilita a preservação de substâncias fertilizantes e/ou defensivos agrícolas aplicados no grão.

 

De acordo com informações da companhia, esse processo não prejudica a germinação dos vegetais, e a durabilidade da cobertura protetiva depende das condições às quais ela é exposta. No entanto, a rugosidade apresentada pela camada final, que é inerente ao processo, pode atrapalhar o fluxo dos grãos sob processamento em campo. Devido a isso, os clientes poderão solicitar a execução de testes de abrasão, os quais serão feitos por meio de equipamentos específicos.

 

Também é possível calcular a quantidade de polímeros que será disposta para determinar a espessura do revestimento, bem como escolher a sua cor. Essas e outras atividades poderão ser realizadas no novo laboratório, e se dividem em ensaios de coloração e pigmentação de poliuretanos, simulação de envelhecimento de plásticos por radiação UV, medição de brilho de superfícies poliméricas e customização de paleta de cores para materiais micronizados.

 

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