As empresas listadas neste guia são fornecedoras de resinas termoplásticas classificadas como commodities - normalmente destinadas à fabricação de bens de consumo não duráveis - e especialidades, destinadas a aplicações técnicas, na fabricação de bens duráveis. Ênfase na circularidade, sustentabilidade e balanço de massa são tendências entre os desenvolvedores de resinas termoplásticas.
Um novo perfil da oferta de resinas termoplásticas pode ser resumido a partir do que foi apresentado pelas empresas fornecedoras na feira K em 2025, evento que é referência internacional do mercado de plásticos. A ênfase em aspectos como circularidade, redução da pegada de carbono e formulações prontas para atender regulamentos de conteúdo reciclado vai continuar norteando os lançamentos, juntamente com o aprimoramento dos polímeros de alto desempenho.
Os materiais reciclados e de base biológica são a estrutura da sustentabilidade no setor de plásticos. Neste sentido, foram observadas expansões de portfólios de polietileno (PE), polipropileno (PP) e poliamidas (PA) com conteúdo reciclado pós-consumo (PCR) e resinas obtidas por rotas baseadas em balanço de massa, mantendo propriedades comparáveis às de suas contrapartes virgens e com reduções relevantes de CO‚.
A brasileira Braskem, por exemplo, destacou em sua participação o filme flexível com tecnologia MDO (Machine Direction-Oriented), produzido com resinas I’m green™ bio-based – derivadas do etanol da cana-de-açúcar. A solução combina rigidez, propriedades ópticas aprimoradas e reciclabilidade, assim como inovações dentro do portfólio I’m green™ bio-based, tais como o Medcol, um PEBD com conteúdo de origem renovável voltado ao setor farmacêutico, com pegada de carbono negativa; o PEAD I’m green™ bio-based para não-tecidos, destinado a produtos de higiene; e um novo EVA 21% I’m green™, uma espuma ultra macia ideal para calçados, que une conforto e origem renovável.
Atender normas como o Regulamento de Embalagens e Resíduos de Embalagens (PPWR), o plano europeu para fazer frente à poluição por plásticos, assim como o decreto brasileiro que instituiu o sistema de Logística Reversa de Embalagens de Plástico em 2025, faz as empresas terem foco em monomateriais para fabricação de embalagens, além de desenvolverem graus para incorporar mais conteúdo reciclado.
A atualização de portfólios de polímeros de alto desempenho, (que inclui resinas como PA11, PA12, PEEK, PVDF, poliimidas e TPEs especiais) com versões de menor pegada de carbono (balanço de massa, energia renovável) é outra tendência presente no mercado, assim como o foco na demanda da mobilidade elétrica, baterias e componentes eletrônicos avançados.
Grandes produtores e também distribuidoras têm alinhado a sua oferta a parcerias com empresas de transformação e proprietários de marcas, oferecendo soluções sistêmicas que incluem resina, aditivo, design e reciclagem, em uma estratégia mais abrangente do que a oferta de graus isolados.