A alemã Covestro,, com subsidiária brasileira em São Paulo (SP), lançou um sistema proprietário de simulação do processamento de espuma de poliuretano (PU) que utiliza gêmeos digitais e modelagem numérica avançada. O software, denominado Bayfill, foi disponibilizado globalmente para fabricantes de peças técnicas e painéis isolantes, com o objetivo de permitir a tomada de decisões orientada por dados virtuais, reduzindo ciclos de tentativa e erro, desperdício de material e riscos operacionais antes do início da produção física.

 

A solução captura o comportamento químico e reológico dos sistemas de PU com alta precisão. Ao rastrear a expansão da espuma e a cinética de reação de forma sincronizada, o software permite que o transformador preveja padrões de fluxo em moldes abertos ou fechados. Essa abordagem possibilita a avaliação rápida do impacto de alterações na formulação ou na geometria da ferramenta sem a necessidade de protótipos físicos dispendiosos.

 

Sistema Bayfil prevê o comportamento do PU na
injeção e expansão de um componente do painel de instrumentos automotivo

 

O software modela com exatidão a injeção da mistura líquida e sua expansão subsequente, permitindo testar virtualmente diferentes estratégias de injeção (ponto único de injeção versus múltiplos pontos, por exemplo) e também ângulos de inclinação do molde. Tecnicamente, isso é crucial para identificar variações de densidade e pontos de aprisionamento de ar em geometrias complexas.

 

Enquanto testes físicos tratam o poliuretano como um fluido genérico até que ele cure, a simulação digital considera a cinética de reação e a expansão por agentes como o pentano, por exemplo, em tempo real. Isso permite prever com exatidão a linha de junção em moldes multicomponentes, garantindo que a interface entre diferentes espumas mantenha a integridade necessária.

 

Além do setor de refrigeração, a tecnologia é voltada para aplicações no segmento automotivo (imagem acima) e no encapsulamento de células de baterias para veículos elétricos (EV). Nestes sistemas, a simulação prevê o fluxo do material ao redor de componentes eletrônicos sensíveis, permitindo otimizar a trajetória do robô aplicador. Essa precisão garante a cobertura total das células e a identificação de potenciais "pontos quentes" durante o processamento, assegurando que os requisitos críticos de segurança e gerenciamento térmico sejam atendidos com o menor peso possível para o conjunto da bateria.

 

Imagem: Covestro

 

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