Adalberto Rezende, da redação.
A Associação Brasileira da Embalagem (ABRE), com sede em São Paulo (SP), divulgou informações de um novo estudo sobre o setor de embalagens, o “ABRE Macroeconômico da indústria de embalagens e panorama político nacional e internacional”, encomendado ao FGV IBRE - Instituto Brasileiro de Economia. O estudo envolveu análises do desempenho do setor de embalagens em 2025, perspectivas macroeconômicas para 2026, empregos e o cenário internacional, além de outros tópicos.
O levantamento atualizado mostrou que o setor de embalagens teve destaque no que se refere aos empregos formais em 2025 entre os setores da cadeia de embalagens.
De acordo com dados do levantamento apresentado, o percentual de participação do setor de plásticos foi de 55,9%, o que também representa o total de pessoal ocupado, conforme mostra o gráfico acima (Fonte: Novo CAGED).
Os empregos formais na cadeia de embalagens atingiram cerca de 278 mil trabalhadores no final de 2025, representando 3,4% da indústria de transformação.
Volume da produção física
A pesquisa também mostrou que o setor de embalagens apresentou estabilidade do volume da produção física em –0.3% em 2025, seguida da expansão de 6,4% percebida em 2024. De acordo com o estudo, foi percebida estabilidade principalmente nas participações de materiais no valor bruto da produção e na desaceleração no segundo semestre devido a ajustes cíclicos. Também foi apontada relativa estabilidade em relação ao valor bruto da produção entre 2024 e 2025.

Fazendo um recorte da participação dos setores por valor bruto da produção, a participação do setor de plásticos teve uma ligeira redução entre 2024 e 2025, sendo o percentual de participação naqueles anos de 38,0% e 37,6%, respectivamente – de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (gráfico acima).
No que diz respeito à variação anual da produção de embalagens entre os segmentos nos últimos anos, o setor de plásticos apresentou percentual de 6,1% em 2024 e 0,7% em 2025, como mostra o gráfico abaixo.

Projeções para 2026
As projeções para o setor de embalagens em 2026, de acordo com os dados divulgados pela ABRE, indicam um crescimento de 0,2% da produção física de embalagens, que pode variar entre –0,3% e 0,7%. Entre os fatores que poderão contribuir para esse crescimento está o consumo de bens não duráveis, reajuste do salário-mínimo e as eleições, assim como a realização da Copa do Mundo.
Luciana Pellegrino, presidente executiva da ABRE, em um informativo divulgado à imprensa, comentou: “a indústria de embalagens reage de maneira muito próxima ao contexto macroeconômico, desde o poder de consumo dos brasileiros, influenciado tanto pela massa salarial ampliada quanto pelo endividamento das famílias, até variações do câmbio, custos logísticos e desempenho dos segmentos de bens não duráveis, semi e duráveis, entre outros”.
Gráficos: ABRE/Divulgação.
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