A paralisação imposta pela pandemia teve consequências sobre as atividades econômicas no mundo todo, mas no Brasil particularmente expôs muitas fragilidades da nossa cadeia produtiva, transformando o gerenciamento da manufatura numa verdadeira montanha-russa.

 

A escassez de matéria-prima motivada pela natureza do mercado de commodities, com a lei da oferta e da procura levada ao extremo, foi agravada pela ocorrência de catástrofes naturais que comprometeram o funcionamento de plantas petroquímicas nos Estados Unidos, reduzindo ainda mais a oferta de resina, com os reflexos que todos já conhecem.

 

Diante do desespero de fabricantes atônitos, correndo o risco de paralisar suas linhas de produção, o único consolo é o fato de estarmos em 2020, o ano em que tudo acontece e em que é preciso o exercício constante da tolerância e da resiliência.

 

Em recente evento on-line promovido por Plástico Industrial, falava-se das lições a serem tiradas deste momento, e a principal delas foi a necessidade de se ter um plano B, inclusive com relação a fornecedores dos principais insumos para a produção. É claro que agora, no olho do furacão, fica difícil pensar assim, sobretudo para nós brasileiros, calejados pela histórica falta de previsibilidade e pouco afeitos ao planejamento. Porém, eis que surgiu a pandemia para nos transformar e fazer repensar o que temos feito no piloto automático nos últimos tempos.

 

Na edição de setembro/outubro reunimos notícias sobre as mudanças que já estão ocorrendo diante das novas urgências, tais como o avanço dos bioplásticos, assim como novos meios para que se tenha mais controle … sobre o que é possível controlar, obviamente. E além disso, informações técnicas para que a sua empresa se prepare para o momento seguinte à retomadas das atividades, apropriando-se de recursos que a capacitem a planejar melhor e tirar proveito das oportunidades que surgem em tempos de crise. 

 

Hellen Souza (hellen.souza@arandaeditora.com.br)



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