A indústria de eletroeletrônicos encerrou o último ano com bom desempenho e perspectivas para 2022, o que também traz bons ventos para toda a cadeia de fornecedores envolvida, incluindo a indústria de fabricação metálica, que a supre com caixas, gabinetes e demais componentes metálicos cortados e dobrados.

 

Impulsionado pelo setor de informática, que registrou alta de 17% no ano passado, o segmento encerrou 2021 com um faturamento de R$ 214,2 bilhões, o que representa um avanço real, descontada a inflação, da ordem de 7% na comparação com 2020, de acordo com a Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica).

 

“Apesar das dificuldades remanescentes da pandemia e das instabilidades do cenário econômico, conseguimos voltar aos níveis de 2019, com crescimento no faturamento e na produção do setor”, disse o presidente da Abinee, Humberto Barbato, ao divulgar o balanço anual da associação.

 

Entre as instabilidades do cenário econômico citadas por Barbato estão a alta do dólar e a desorganização das cadeias globais com relação à oferta de semicondutores.

 

Para 25% dos empresários da área de eletroeletrônicos ouvidos pela Abinee no estudo divulgado no final de 2021, esta situação deve se normalizar apenas em meados de 2023.

 

Apoio à indústria de semicondutores e de módulos fotovoltaicos

 

Na tentativa de sanar a questão da oferta de semicondutores, foi promulgada no início deste ano a lei 14.302/2022, que prorrogou o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores (Padis) e possibilitará ao Brasil atrair mais investimentos no segmento de semicondutores.

 

A pressão da Abinee junto à Frente Parlamentar para o Desenvolvimento da Indústria Elétrica e Eletrônica resultou ainda em uma alteração da lei, que passou a incluir de maneira clara insumos para a produção local de módulos fotovoltaicos, permitindo aos fabricantes utilizar seus benefícios para produzir esses módulos de forma competitiva em relação aos importados.

 

Em 2021, foram importados mais de 80 milhões de módulos e a produção nacional foi de apenas 1 milhão. Com o Padis, espera-se produzir mais de 5 milhões de módulos no País já neste ano, gerando 2,5 mil empregos diretos, mais de 10 mil empregos indiretos, arrecadação de impostos em torno de R$ 100 milhões nessa cadeia produtiva e R$ 150 milhões em P&D, obrigatórios de acordo com a lei.


 

Foto: Depositphotos


 

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