Hellen Souza, da redação

 

A fabricante italiana Itaflon, representada no Brasil pela P7 Additives (São Paulo, SP), oferece ao mercado brasileiro um portfólio de compostos de fluorpolímeros e aditivos técnicos. Em entrevista concedida à Plástico Industrial durante visita ao País, o diretor administrativo Mirko Zanga e o gerente de vendas Leonardo My detalharam suas formulações desenvolvidas para suprir as exigências de resistência térmica, inércia química, condutividade e antiaderência em processos de injeção e extrusão, em meio às recentes discussões regulatórias globais sobre substâncias perfluoroalquiladas (PFAS).

 

A regulamentação desses materiais tem gerado debates no cenário europeu, onde a Agência Europeia de Substâncias Químicas (ECHA) propôs restrições rigorosas, diferentemente das abordagens adotadas nos Estados Unidos e no Reino Unido. De acordo com os executivos, o politetrafluoretileno (PTFE) é um polímero fluorado quimicamente estável, e a pressão regulatória decorre da fusão conceitual com substâncias utilizadas no passado, como o ácido perfluoroctanóico (PFOA), pertencente à categoria dos PFAS, mas que atualmente já não é mais utilizado.

A estrutura produtiva da Itaflon direciona 90% do seu volume aos compostos de PTFE e 10% à formulação de aditivos fluorados empregados na modificação de termoplásticos de engenharia. Em ligas como PA 66, esses aditivos atuam no aumento da resistência ao desgaste; no PEEK, promovem a redução do coeficiente de fricção; e em matrizes como PC e ABS, operam como retardantes de chama. Adicionalmente agem criando redes que impedem o gotejamento durante a combustão.

Da esquerda para a direita, Paulo Ghidetti e André Braga, da P7,
e Leonardo My e Mirko Zanga, da Itaflon, em visita à redação da Plástico Industrial.

 

A consolidação do departamento de Pesquisa e Desenvolvimento da empresa, iniciada em 2025, expandiu a oferta técnica para mais de 300 formulações customizadas. Os compostos de PTFE atendem a aplicações técnicas críticas, incluindo vedantes (gaskets e selos), componentes do sistema de exaustão (sonda lambda), pistões e tintas para para-choques no setor automotivo, além de válvulas e flanges para indústrias químicas, petroquímicas e de óleo e gás. O material atende ainda a demanda de setores como aeroespacial, médico e de bens de consumo, estendendo-se a soluções de dispersão líquida para retenção de odores e umidade, como no caso dos granulados para contenção de resíduos orgânicos de gatos.


 

Com o objetivo de suprir as demandas da indústria de transformação local por lotes fracionados com prazos reduzidos, a Itaflon e sua representante projetam a criação de um estoque local no Brasil, avaliando estruturas logísticas nos estados de São Paulo e Rio Grande do Sul. O plano visa integrar o suporte técnico ao processamento à logística de entrega rápida para a cadeia brasileira de plásticos.


 

Imagens: Itaflon / P7

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Leia também:

 

Restrições aos PFAS. O que a indústria de transformação precisa saber para adequar a escolha dos seus aditivos.

 

PBAT no mercado brasileiro

 

 

 

 

 

 



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