Hellen Souza, da redação

 

A nova sondagem realizada pela revista Plástico Industrial junto aos transformadores de termoplásticos por injeção, para o preparo do guia setorial dessas empresas, revelou que o setor caminha para a consolidação do uso de tecnologias digitais e mantém forte compromisso com a eficiência energética em suas plantas fabris.

 

No âmbito da automação e robótica, 45,71% das empresas entrevistadas afirmaram utilizar robôs manipuladores ou braços cartesianos e de 6 eixos no chão de fábrica — seja em células específicas (25,71%) ou integrados às injetoras (20%). Além disso, a adoção de robôs colaborativos (cobots) começa a ganhar espaço no setor, estando presente em 8,57% dos parques fabris pesquisados.

 

Em relação aos recursos alinhados ao conceito de Indústria 4.0, a manufatura aditiva (impressão 3D) lidera as tecnologias em uso, presente em 51,43% das companhias. Destacam-se também a adoção de sistemas de execução da manufatura (MES) integrados ao planejamento de recursos produtivos (ERP) (45,71%) e sistemas de monitoramento de processo e manutenção preditiva (45,71%). Computação em nuvem (31,43%), softwares de simulação de injeção/gêmeos digitais (28,57%) e sensores para Internet das Coisas (14,29%) também mantêm presença consistente. Já as ferramentas mais avançadas, tais como cibersegurança industrial (8,57%), visão computacional para qualidade (8,57%) e inteligência artificial/aprendizagem de máquina (5,71%), continuam sendo implementadas em menor escala.

 

Sustentabilidade

 

A agenda de sustentabilidade e eficiência energética também ganhou protagonismo no levantamento de 2026. A utilização de fontes de energia renovável (solar e eólica) já é uma realidade para 51,43% das empresas, enquanto 31,43% mantêm o monitoramento digital do consumo específico de energia por máquina (kWh/kg processado). Programas formais de logística reversa e economia circular em parceria com clientes são adotados por 25,71% dos transformadores, e 14,29% contam com certificações ambientais ou selos de rastreabilidade de conteúdo reciclado.

 

No tocante à capacidade produtiva, a maior parcela das empresas opera com ociosidade entre 10% e 30% (48,57%), enquanto 37,14% registram taxa de ociosidade entre 31% e 50%, e 14,29% operam com nível de ociosidade inferior a 10%.

 

Entre os mercados atendidos, este ano a agroindústria figura como o principal destino das peças injetadas, com 65,71% das empresas respondentes dedicando parte da sua produção a este setor. Seguem-se por ordem de citações os setores automotivo e de autopeças (54,29%), eletroeletrônicos/eletrodomésticos (48,57%), construção civil (48,57%), utilidades domésticas e móveis (45,71%) e o ramo médico-hospitalar/farmacêutico (40%). Fecham a lista os segmentos de embalagens rígidas (37,14%), brinquedos e brindes (22,86%) e produtos de uso único (14,29%).

 

Quanto à atuação no mercado externo, 34,29% das empresas transformadoras afirmaram realizar exportações — com volumes que variam de 1% a 20% da produção total. A pesquisa apontou ainda um elevado potencial de expansão internacional, já que 60% das empresas atualmente não exportam, mas demonstram claro interesse em integrar programas de apoio ao comércio exterior.


 

Imagem: Pixel B / Shutterstock

 

 

A nova versão do guia de transformadores por injeção estará disponível em breve, na nova edição da Plástico Industrial, nas versões impressa e digital.

 

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