Por Renato Galvão*
Os lubrificantes são componentes fundamentais para o desenvolvimento do setor industrial, pois garantem a eficiência, a segurança e a longevidade operacional de máquinas e equipamentos, e desempenham múltiplas funções que impactam diretamente a produtividade e a economia das indústrias.
Nesse sentido, considerando o momento atual do mercado, é possível destacar três principais tendências para a lubrificação industrial em 2026: lubrificação de precisão, monitoramento inteligente e produtos premium.
O cenário do setor, no qual esses pilares podem contribuir para o protagonismo ao longo do ano, é marcado por competitividade, falta de tempo para a realização de manutenções preventivas e mão de obra qualificada em escassez, bem como uma estagnação produtiva provocada pela redução dos investimentos e do volume das indústrias nacionais.
Mesmo com o avanço de programas como a Nova Indústria Brasil, que vem contribuindo para o crescimento do PIB industrial nos últimos anos (projeção de alta de 1,1% para 2026, de acordo com a Confederação Nacional da Indústria - CNI), fatores como a taxa Selic e políticas tarifárias para exportação afetaram o desempenho do segmento como um todo. No entanto, a expectativa é que 2026 proporcione melhores resultados para o mercado em relação ao ano anterior, o que também se refletirá na lubrificação industrial.
Tendências para lubrificação industrial em 2026
O primeiro dos pilares que guiará esse setor ao longo do ano é a lubrificação de precisão. Por meio da aplicação controlada do produto é possível reduzir os desperdícios e prolongar a vida útil dos ativos industriais, o que contribui para a eficiência da atividade como um todo, principalmente em relação aos custos e processos mais sustentáveis.
Implementar esse processo de maneira eficaz nas indústrias exige a adoção de boas práticas como treinamento adequado da equipe, para que os profissionais tenham familiaridade com produtos e técnicas envolvidos na lubrificação de precisão, a escolha dos lubrificantes corretos, atendendo as especificações dos fabricantes, e a manutenção regular, de modo a assegurar o funcionamento dos sistemas.
A segunda tendência para 2026 diz respeito ao monitoramento inteligente, a partir da integração de sensores e inteligência artificial (IA) ao processo de manutenção preditiva. A otimização do consumo de lubrificante é a principal consequência direta dessa prática, o que é positivo do ponto de vista da gestão de custos e recursos.
Os produtos premium também marcarão o ano da lubrificação industrial. Por terem qualidade e performance superiores, além de gerarem benefícios adicionais em relação aos lubrificantes convencionais, eles proporcionam menos trocas, menor descarte e maior eficiência operacional, também contribuindo para o controle de custos e os compromissos com a sustentabilidade.
Quais serão os segmentos mais beneficiados?
Essas tendências terão um impacto mais representativo nas indústrias como a automotiva, que sempre conta com alta demanda de lubrificante mesmo em períodos em que parte da capacidade das empresas esteja ociosa, além da alimentícia, aeroespacial e do agronegócio.
Nesses segmentos a lubrificação industrial adequada promove vantagens competitivas como a redução de atrito e o desgaste de peças e equipamentos, controle de temperatura, proteção contra corrosão e oxidação, limpeza do sistema, vedação de componentes, eficiência da compressão e prevenção contra vazamentos.
Compromisso com a sustentabilidade
O trabalho das equipes de pesquisa e desenvolvimento em empresas fabricantes de lubrificantes também é essencial para a produção de soluções que garantem melhor performance, reduzindo assim o consumo e contribuindo para um futuro sustentável.
Inovações tecnológicas com foco em sustentabilidade, como produtos sintéticos e biodegradáveis, bem como o treinamento sobre o correto manuseio e descarte ao longo de todo ciclo de vida dos produtos, são alguns dos exemplos de sinergia entre a agenda ESG e o mercado de lubrificação.
O desenvolvimento das indústrias brasileiras depende diretamente da capacidade das máquinas operarem contínua e eficientemente, objetivo que só é conseguido com um plano de lubrificação industrial correto e o uso de lubrificantes de qualidade específicos para cada aplicação.
As três principais tendências para a lubrificação industrial em 2026 são importantes para nortear as empresas do setor a potencializarem os resultados de suas atividades, a partir de fatores como aumento da vida útil dos equipamentos e componentes, garantia da confiabilidade e segurança operacional, redução da necessidade de manutenção corretiva e os custos associados a ela, prevenção contra paradas não planejadas de produção e melhora na eficiência energética.
*Renato Galvão é Diretor Comercial da Fuchs.
Imagens: Divulgação.
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