A CEAD (Países Baixos) e a fabricante de sistemas de automação Comau (Itália) integraram robôs industriais e a extrusão de compostos termoplásticos na plataforma Flexbot para a execução, em ambiente industrial aberto, do processo de manufatura aditiva de grande formato (LFAM, de large format additive manufacturing).

A tecnologia, já disponível globalmente e com ampla adoção no mercado norte-americano, elimina a necessidade de moldes e simplifica a produção direta de componentes estruturais complexos. O desenvolvimento conjunto atende à necessidade industrial de descentralizar as cadeias de suprimentos por meio de microfábricas, reduzir os prazos de entrega e reduzir o desperdício de matéria-prima.
A plataforma modular Flexbot combina, dentro de uma única célula automatizada, os robôs de alta capacidade de carga da Comau a sistemas de extrusão de compostos e ferramentas de fresamento integrada, em uma arquitetura multieixos que opera em circuito fechado, realizando tanto a deposição de material quanto o acabamento subtrativo da superfície sem necessidade de transferir a peça de equipamento. A flexibilidade do braço robótico a
rticulado supera as limitações dos sistemas convencionais baseados em pórticos, tornando possível a manufatura de geometrias complexas e superfícies não planas de grande porte.
Do ponto de vista do controle de processo, a integração do software Siemens (Alemanha) Sinumerik Run MyRobot / Direct Control permite comandar o robô diretamente via CNC, usando um padrão amplamente consolidado na indústria de plásticos. O sistema gerencia de forma sincronizada tanto os movimentos mecânicos quanto os parâmetros de extrusão, contornando desafios inerentes ao processo LFAM, tais como o gerenciamento térmico entre as camadas de material depositado e a manutenção de um fluxo constante de material em ciclos prolongados.
É possível efetuar a transição de células independentes para redes de microfábricas baseadas em manufatura distribuída sob demanda, operando próximas ao local de consumo final. Como exemplo prático de aplicação em escala real, o Flexbot já é utilizado pela empresa Haddy (Estados Unidos) e no sistema Faber Navalis, lançado em 2025 pela CEAD e empregado na construção naval, para fabricar cascos de embarcações de até 12 metros.
Imagens: CEAD / Comau
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