Uma equipe de pesquisadores do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley (LBNL ou Berkeley Lab), gerenciado pela Universidade da Califórnia (UC), desenvolveu um novo plástico reciclável chamado poli(diketoenamine) (PDK), que pode ser “desmontado” a nível molecular e depois remontado repetidas vezes, mantendo suas propriedades intactas.
Segundo o autor da pesquisa, Peter Christensen, até então a maioria dos plásticos não havia sido desenvolvida pensando diretamente em sua reciclagem, mas agora há uma maneira de montar um material a partir de uma perspectiva molecular, que leve em consideração este aspecto.
A equipe – liderada por Brett Helms, e com coautoria de Angelique Scheuermann e Kathryn Loeffler, ambas pesquisadoras de graduação na época do estudo – relata que, diferentemente dos plásticos convencionais, os monômeros do PDK podem ser recuperados simplesmente mergulhando o material em uma solução altamente ácida.
De acordo com Helms, as ligações imutáveis dos plásticos convencionais são substituídas por ligações reversíveis no PDK, as quais permitem que ele seja reciclado com mais eficiência. Após a realização de testes foi demonstrado que o ácido decompõe as cadeias poliméricas do PDK em monômeros e também permite que eles sejam separados dos aditivos presentes na formulação. Em seguida, os monômeros do PDK são recuperados e podem ser transformados novamente em polímeros e repetir tal processo indefinidas vezes, sem herdar a cor ou outras características do material original.
Entre as principais aplicações cogitadas para o novo material estão embalagens com curto período de vida útil. Como próxima etapa, a equipe pretende desenvolver diferentes PDKs com ampla gama de propriedades térmicas e mecânicas para aplicações em impressão 3D e espumas, por exemplo, além de expandir a possibilidade de incorporar materiais à base de plantas e outras fontes sustentáveis.
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