Extrusão - Transformadores


A pesquisa realizada junto às empresas constantes deste guia sondou também como a pandemia de Covid-19 alterou a rotina delas, trazendo até consequências positivas como o maior interesse na modernização de seus parques fabris.




Levantamento realizado junto às companhias listadas a seguir mostrou que os dois principais setores consumidores de seus produtos são o de embalagens, o qual absorve 35,39% da produção, e segmentos classificados na categoria “outros” como, por exemplo, moveleiro, de equipamentos hospitalares, a área siderúrgica, instalações comerciais e ramo de refrigeração, que juntos consomem 27,27% do total processado. Em seguida aparecem o de construção civil, que compra 14,77% do mix de produtos, automobilístico, 6,44%, agroindustrial, 6,0%, de eletrodomésticos (linha branca), 4,96%, utilidades domésticas, 2,62%, de brinquedos/lazer, 1,31%, e também de eletroeletrônicos, equivalendo a 0,84%, e de sinalização, com 0,40%.

O uso de tecnologias associadas ao conceito de Indústria 4.0 também foi um dos assuntos do levantamento, que mostrou que 23,43% das participantes já dispõem de recursos de computação em nuvem, 18,75% usam sistemas de automação e robótica, 12,5% têm equipamentos de impressão 3D, 10,93% contam com sistemas de Internet das Coisas (IoT) e outros 10,93% já operam com sistemas MES integrados com ERP. Além disso, 9,38% disseram que seus sistemas de controle estão alinhados com o conceito de machine learning, 7,82% utilizam Big Data para fazer análises de dados provenientes do chão de fábrica e 6,26% já instalaram sistemas de cibersegurança. Cerca de 21,63% das entrevistadas possuem robôs manipuladores e 60,52% delas afirmaram que a pandemia de Covid-19 levou ao aumento do interesse por tecnologias desse tipo. Ao serem questionadas sobre quais foram as principais dificuldades ocasionadas pela pandemia, 40,61% das empresas disseram que foi o abastecimento de matéria-prima e de outros suprimentos, 16,80% afirmaram ter sido o licenciamento de pessoal por suspeita de contaminação, 13,23% apontaram a redução geral do consumo, 11,23% o cancelamento de pedidos e para 10,85% delas foi a adaptação das escalas de trabalho devido às determinações de isolamento social, enquanto 7,28% mencionaram a adaptação do parque fabril às condições recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

A atual crise sanitária teve consequências positivas no dia a dia de 64,86% das companhias pesquisadas. Entre as que informaram isso, 53,57% apontaram o aumento do consumo de embalagens, 28,57% o aumento do uso de produtos de limpeza e desinfecção, 14,28% consideram que isso se deveu ao aumento do consumo de embalagens devido a serviços de entrega de alimentação e 3,58% indicaram a revisão das proibições de uso de itens descartáveis. E devido a isso, 48,14% disseram que contrataram funcionários, 40,74% aumentaram a sua capacidade de produção e 11,12% fizeram novas parcerias para fabricação terceirizada (outsourcing).

O reaproveitamento de sobras de processo também foi abordado na pesquisa, em que 73,68% das empresas participantes afirmaram que possuem moinhos para a reciclagem de plásticos. Aproximadamente 47,37% delas utilizam resinas recicladas para fabricar embalagens plásticas, sacos para lixo doméstico e hospitalar, filmes de poliéster, bisnagas, sacolas coloridas, eletrodutos com cor preta, bobinas para embalagens flexíveis, entre muitos outros produtos.





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