A distribuidora Tecno-How (Valinhos, SP) fechou uma parceria comercial com a fabricante Seibu (Japão) para trazer oficialmente ao mercado brasileiro e sul-americano a sua linha de máquinas de eletroerosão a fio de alta e ultraprecisão. A iniciativa tem por objetivo suprir gargalos produtivos nas áreas de ferramentarias, moldes, matrizes e componentes aeroespaciais, médicos e automotivos, fornecendo equipa
mentos de elevada estabilidade térmica e mecânica para o processamento de aços-ferramenta endurecidos, metal duro e superligas. O fornecimento abrange suporte técnico local, treinamento e assistência especializada diretamente integrados ao fabricante.
Entre os destaques do portfólio está o modelo Seibu M50HP High Precision Wire EDM (foto), projetado para usinagens que exigem rigoroso controle dimensional. O equipamento apresenta curso útil de 500 x 400 x 310 mm, comporta peças de até 850 x 730 x 300 mm com peso de até 800 kg, e atinge precisão de posicionamento de +/- 3 mícrons com repetibilidade de 1 mícron. A interface operacional é realizada pelo comando CNC SmartNC em tela multitoque de 21,5 polegadas, com conectividade via rede Ethernet para a transferência de programas.
No âmbito da automação e continuidade operacional, a máquina conta com o sistema AWF-4 (Automatic Wire Threader), recurso de enfiamento e reenfiamento automático do fio acionado inclusive em caso de ruptura durante a usinagem. O sistema emprega sensores dedicados ao alinhamento e detecção do fio, reduzindo a dependência de intervenções manuais. O controle ativo da tensão do fuso e o gerenciamento contínuo dos parâmetros de descarga elétrica asseguram a precisão e a rugosidade uniforme da superfície ao longo de ciclos prolongados sem supervisão.
Outro diferencial tecnológico incorporado é o sistema SHM (Start Hole Machining), que integra a furação inicial rápida e o corte por eletroerosão a fio na mesma plataforma. A solução elimina a necessidade de transferir a peça para um equipamento auxiliar de furação inicial, preservando o referenciamento do componente. Essa integração de processos resulta na redução do espaço físico ocupado no chão de fábrica e no cancelamento de etapas intermediárias de movimentação e setups repetitivos.
“Acreditamos que soluções como o sistema SHM serão particularmente atrativas para o mercado brasileiro, onde a otimização dos investimentos e dos custos operacionais é um fator decisivo na escolha dos equipamentos”, comentou Marcelo Garbelotti, gerente de vendas da Tecno-How.
A estrutura de atendimento pós-venda montada pela Tecno-How abrange desde a engenharia de aplicações e adequação da infraestrutura fabril até a instalação e calibração dos equipamentos. Já o suporte operacional contínuo visa assegurar a máxima disponibilidade técnica das máquinas no ambiente produtivo. Com essa infraestrutura, a empresa prioriza o fortalecimento de parcerias com o setor metalmecânico local, viabilizando o acesso a recursos automatizados de usinagem por descargas elétricas.
Imagem: Tecno-How/Seibu
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