A Embraer atingiu uma carteira de pedidos recorde de US$ 34,5 bilhões no segundo trimestre deste ano, registrando um crescimento de 16% em relação ao mesmo período de 2025. Esse avanço produtivo e financeiro decorre do aumento das entregas pelas divisões de Aviação Comercial, Executiva, Defesa & Segurança e Serviços & Suporte, impulsionado por novos contratos e pelo nivelamento operacional de fabricação.
Para o setor de usinagem e manufatura mecânica no Brasil, este cenário representa a expansão direta da demanda por componentes estruturais e usinados de alta precisão, exigindo maior capacidade de fornecimento de peças qualificadas para o setor aeroespacial. A Globo Usinagem (Jambeiro, SP), por exemplo, desenvolveu capacidade técnica para atender a esta demanda usando métodos como o fresamento em cinco eixos e o processamento de ligas de titânio e Inconel.
O ritmo produtivo da Embraer permitiu a entrega de 65 aeronaves no segunto trimestre deste ano – o melhor desempenho trimestral dos últimos 16 anos – e o acúmulo de 109 unidades entregues no primeiro semestre do ano, volume 20% superior ao do 1S25. Este volume exige das empresas de usinagem terceirizada e ferramentarias parceiras estabilidade e eficiência para atender aos prazos das linhas de montagem.
Na divisão de Aviação Comercial, a carteira de pedidos atingiu US$ 15,1 bilhões, impulsionada por pedidos como o da Azorra (Estados Unidos) para 15 jatos E195-E2 e contratos informados com a Fuji Dream Airlines (Japão) para o modelo E175 (foto ao lado). Simultaneamente, a Aviação Executiva alcançou US$ 7,8 bilhões em pedidos firmes após os novos modelos Praetor 600E e Praetor 500E obterem a tripla certificação junto à ANAC (Brasil), FAA (Estados Unidos) e EASA (União Europeia).
A unidade de Defesa & Segurança obteve um avanço de 42% em relação ao ano anterior, somando US$ 6,1 bilhões em pedidos, com destaque para o contrato firmado com os Emirados Árabes Unidos envolvendo até 20 unidades da aeronave multimissão C-390 Millennium, além do suporte para a frota da Força Aérea Brasileira. Já a área de Serviços & Suporte registrou carteira recorde de US$ 5,5 bilhões, incluindo acordos com a Jazz Aviation (Canadá) e o programa Embraer Collaborative Inventory Planning.
Com investimento reportado de R$ 609,2 milhões no segundo trimestre e estimativas revisadas para uma margem EBIT ajustada entre 10% e 10,6% ao fim de 2026, a Embraer (Brasil) consolida um ecossistema produtivo aquecido. A fabricação de componentes para essas plataformas exige rigoroso controle de tolerâncias geométricas, estimulando a adoção de equipamentos de usinagem multieixos e sistemas automatizados de medição e controle da qualidade, visando absorver o alto nível de exigência técnica.
Imagem: Embraer
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