As negociações envolvendo fusões e aquisições (M&A, na sigla em inglês) no setor solar fotovoltaico registraram aumento de 57% no Brasil no primeiro trimestre deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado e mais do que o dobro de 2022. A conclusão é do boletim M&A da consultoria Greener.
Com o resultado dos três primeiros meses, na previsão da Greener 2024 pode superar com folga o número de transações mapeadas em 2023, que por sua vez foi 26% maior em relação ao ano anterior. Para a consultoria, o ano deve fechar com 63 negociações, contra 29 de 2023 e 23 de 2022.
No primeiro trimestre, houve 11 movimentações identificadas, sendo cinco operações de compra e venda de empresas da cadeia do setor e seis aquisições de portfólios de projetos de geração centralizada (GC) e distribuída (GD). Entre os ativos negociados, há 76 usinas fotovoltaicas, somando 1,3 GWp de potência e um valor estimado em R $ 1,14 bilhão.
Ainda segundo o boletim, 63 ativos foram transacionados nos últimos três anos no Brasil, sendo que 51% do total nos últimos três trimestres. Na análise da Greener, isso reflete o aquecimento atual do mercado e pode embasar perspectivas otimistas da cadeia solar fotovoltaica para os próximos períodos.
Vale ainda citar a conclusão do levantamento da Greener de que 80% das empresas investidas são gestoras de energia, segmento em rota de crescimento. Já 60% das empresas investidoras atuam diretamente com a fonte solar, sendo gestoras, comercializadoras ou de serviços de energia. "Ao englobar a gestão de ativos e de consumidores, este segmento se mostra promissor em virtude da abertura do mercado livre de energia e do avanço da geração compartilhada", ressaltou o CEO da Greener, Marcio Takata.
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