A Aneel abriu consulta pública (número 42/2025) para receber sugestões sobre o aprimoramento das regras de conexão de carregadores de veículos elétricos às redes de distribuição. Segundo a agência, a iniciativa busca atualizar o marco regulatório diante do aumento previsto da eletromobilidade no País.
A proposta colocada em discussão foi formulada pela área técnica da agência a partir de contribuições de distribuidoras, demais agentes do setor e resultados de projetos-piloto já executados. A revisão pretende tornar o processo de conexão mais eficiente, reduzindo assimetrias e adequando a infraestrutura ao avanço dos veículos elétricos.
Segundo estudos da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a demanda elétrica associada a veículos elétricos deve crescer de forma acelerada na próxima década. Já a expansão da infraestrutura pública de recarga ocorre em ritmo mais lento, o que pode criar gargalos para a adoção da tecnologia.
A Aneel pretende mapear, com a consulta, entraves técnicos e regulatórios que hoje afetam a instalação de carregadores, especialmente em áreas de maior densidade urbana. O objetivo é avaliar como a regulação pode contribuir para acomodar o novo perfil de cargas e evitar impactos na qualidade do fornecimento.
A consulta está aberta para envio de contribuições desde 11 de dezembro de 2025 e se estende até 10 de março de 2026, e as contribuições devem ser enviadas pelo e-mail cp042_2025@aneel.gov.br. Após o recebimento das sugestões, a Aneel deverá consolidar as propostas e encaminhar versão final da norma à diretoria colegiada.
Paralelamente a agência realizou, nos dias 10 e 11 de dezembro, em sua sede em Brasília, o seminário “Mobilidade Elétrica: Resultados e desafios para o Setor Elétrico”, que discutiu o estágio atual da infraestrutura de recarga e os próximos passos para o setor.
Mais Notícias FOTOVOLT
Solar fotovoltaica será principal fonte, com 4,56 GW, 61,7% a mais que no ano passado
14/01/2026
Capacidade está distribuída por todos os estados, com liderança do Nordeste
14/01/2026
Já baterias terão redução gradual até extinção total em 2027
14/01/2026