A startup SunnyHUB, de Porto Alegre (RS), foi a primeira selecionada em um programa de apoio tecnológico e financeiro para empresas de perfil pequeno e médio desenvolverem inovações. O programa, aberto para startups de todos os tipos, é fruto de acordo entre o Lactec, um centro privado de ciência e tecnologia, e a Cluster21, plataforma de investimento colaborativo que se encarrega de captar recursos para viabilizar financeiramente as novas ideias.

A SunnyHUB oferece energia solar por assinatura, por meio da instalação de micro e miniusinas fotovoltaicas em residências e empreendimentos comerciais. A ideia da empresa é cobrar um valor fixo por mês, variável de acordo com o consumo médio. Com o apoio do programa, o Lactec desenvolverá um hardware para controle remoto dos inversores fotovoltaicos das usinas.

O hardware inserido nos inversores permitirá à empresa fazer a gestão administrativa-financeira e técnica das usinas, monitorando em tempo real a geração e realizando manutenções preditivas para evitar perdas. Foi considerado o principal ingrediente de inovação no projeto a possibilidade de oferecer serviços relacionados à internet das coisas, já que com o mesmo sistema de comunicação é possível realizar controle da iluminação, climatização e de eletrodomésticos, por exemplo, na medida em que esses equipamentos em versões inteligentes forem sendo disponibilizados ao mercado.

O modelo de parceria entre Lactec e Cluster21 foi inspirado na experiência do Vale do Silício para criação de novos ecossistemas de inovação. A área de inovação e novos negócios do Lactec — uma unidade de eletrônica embarcada da Embrapii - Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial — já tinha projetos anteriores de apoio a startups.

Já a Cluster21 especializou-se na avaliação do potencial mercadológico dos negócios e na seleção de startups, considerando critérios de atratividade para os investidores. Foi definido um modelo de avaliação, que leva em conta o segmento de mercado, o perfil empreendedor do time das startups, o caráter disruptivo do modelo de negócio, a escalabilidade e riscos envolvidos, principalmente, no aspecto de regulação.



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