O Brasil chegou aos 20 GW de capacidade instalada de geração distribuída, no dia 10 de abril. O resultado foi puxado pelas instalações de energia solar fotovoltaica, responsáveis por 98,6% do total de potência em GD. Trata-se de marca recorde, já que em apenas 18 dias houve evolução de 1 GW na capacidade. Até então o menor intervalo já registrado era de 25 dias.

De acordo com o presidente da ABGD – Associação Brasileira de Geração Distribuída, Guilherme Chrispim, o segmento começou 2023 em um ritmo ainda mais acelerado do que o ano anterior. Isso porque de janeiro a abril deste ano foram acrescentados ao sistema 2,1 GW de potência, ante 1,7 GW no mesmo período de 2022.

“Com os atuais 20 GW de potência, a GD tem capacidade suficiente para abastecer aproximadamente 10 milhões de residências ou 40 milhões de pessoas – o equivalente a quase 20% de toda a população brasileira. Nossa expectativa é que a geração própria de energia termine 2023, pelo menos, com 25 GW de capacidade”, disse Chrispim.

Segundo dados da Aneel, quase metade (49,1%) dos projetos é do grupo residencial, seguido pelo consumo comercial (27,7%), rural (14,6%) e industrial (7%). Atualmente, a geração distribuída conta com 1,8 milhão de usinas de microgeração e minigeração no País, beneficiando 2,4 milhões de unidades consumidoras.



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