Depois de ter percorrido mais de 200 mil quilômetros por todo o país, em mais de 400 cidades, em oito anos de existência, o cinema itinerante alimentado por energia solar, batizado de Cinesolar, voltou às suas atividades em agosto, após uma pausa provocada pela pandemia. O retorno, motivado pelo avanço da vacinação e a reabertura de equipamentos culturas e educacionais, se deu na cidade de Miracatu, no região do Vale do Ribeira, em São Paulo.
O Cinesolar foi criado em 2013 pela Brazucah Produções, a partir de projeto semelhante que já existia na Holanda. Os dois furgões Sprinter, da Mercedes-Benz, equipados com os módulos solares fotovoltaicos e inversor permitem até 20 horas de atividades ininterruptas, com projeção de filmes em paredes e telas de condomínios habitacionais em regiões periféricas das cidades contempladas com a visita.
Segundo cálculos dos organizadores, já foram economizados, com a projeção dos filmes a partir de energia solar fotovoltaica, cerca de 2,3 MW das redes elétricas das cidades. Considerado o primeiro projeto do gênero no País, o Cinesolar já beneficiou por volta de 200 mil pessoas com as sessões de cinema.
Além disso, o projeto cultural também contempla produção própria. Uma websérie batizada de “Cinesolar – Caminhos da Sustentabilidade”, composta por 10 episódios e 100% produzida e editada por meio de energia solar, pode ser conferida pelo canal www.youtube.com.br/cinesolarbrasil. Em outubro deste ano, haverá também a “1ª Mostra On-line Cinesolar: A brincadeira tá on”, com transmissão pelo YouTube do projeto, e que envolverá 56 curtas-metragens e videoclipes produzidos por coletivos independentes que atuam nas periferias do Brasil.
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