A Microsoft anunciou ter atingido sua meta de adquirir energia renovável equivalente a 100% do consumo de seus data centers, edifícios e campi até 2025, com a contratação de cerca de 40 GW em capacidade renovável desde 2020. Desse total, aproximadamente 19 GW já estão em operação, com destaque para projetos solares estruturados por meio de contratos de longo prazo do tipo power purchase agreement (PPA), que garantem previsibilidade financeira e viabilizam novos empreendimentos.
Os PPAs firmados pela Microsoft têm duração típica de 10 a 15 anos e permitem aos desenvolvedores garantir financiamento e viabilizar novos ativos solares, eólicos e hidrelétricos.
Entre os projetos solares mais relevantes está o acordo com a Sol Systems, que prevê a adição de mais de 500 MW em usinas solares nos estados de Illinois, Ohio e Texas, nos Estados Unidos. A usina solar Eldorado (foto), em Illinois, exemplifica o modelo de uso duplo do solo, com geração fotovoltaica combinada à agricultura. O projeto inclui iniciativas como cultivo sob os módulos, criação de habitats para polinizadores e programas educacionais voltados à formação de mão de obra no setor solar.
Outro destaque é o projeto Walla Walla, na Austrália, desenvolvido pela FRV Australia, com capacidade de 300 MW. A usina ocupa 605 hectares e deverá gerar energia suficiente para abastecer mais de 90 mil residências, além de ter criado cerca de 350 empregos durante a construção. O contrato de fornecimento firmado com a Microsoft foi determinante para a viabilização do empreendimento, que integra o esforço australiano de substituir até 14 GW de geração a carvão na próxima década.
Nos Estados Unidos, a EDP Renewables North America firmou contratos com a Microsoft que totalizam 675 MW em projetos solares e eólicos, incluindo o Cattlemen Solar II, no Texas. O projeto deverá gerar mais de US$ 41 milhões em receitas para governos locais e cerca de US$ 50 milhões em pagamentos a proprietários rurais ao longo de sua vida útil.
A Brookfield também inclui projetos solares em seu portfólio contratado pela Microsoft, como a usina Aspen Road, na Pensilvânia, e empreendimentos em Maryland, integrando um acordo que soma mais de 10,5 GW em capacidade renovável. Esses projetos foram estruturados com foco em minimizar impactos sobre terras agrícolas e preservar habitats naturais.
Embora a fonte solar tenha papel central na expansão da geração renovável associada à Microsoft, o portfólio também inclui projetos eólicos e hidrelétricos. No Brasil, a empresa firmou um PPA com a Auren Energia para adquirir energia do complexo eólico Cajuína, de 154 MW, no Nordeste. Na Europa, a Engie modernizou o parque eólico de Fitou, na França, praticamente dobrando sua capacidade, enquanto nos Estados Unidos a Brookfield investe na modernização da hidrelétrica Hawk’s Nest, com quase um século de operação.
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