Está em estruturação no Ceará a maior planta de hidrogênio verde do mundo, com capacidade para produzir 600 mil t/ano do combustível renovável e cuja planta, a ser construída no Porto de Pecém, será alimentada inicialmente por 3,4 GW de energia solar e eólica do estado. O projeto liderado pela australiana Enegix Energy envolve investimento de US$ 5,4 bilhões e é feito em cooperação com o governo cearense, que assinou com a empresa um memorando de entendimento em fevereiro.

O projeto também envolve a empresa de engenharia Black & Veatch, dos Estados Unidos, que foi encarregada da elaboração de estudo de viabilidade da unidade de hidrogênio verde do Ceará, batizada de Base One, cuja operação integral é prometida para 2025 e que visa o mercado de exportação. O objetivo é escoar a produção direto do Porto de Pecém para a Europa, cujos países mais desenvolvidos, como Alemanha e França, têm planos ambiciosos de descarbonização, com o hidrogênio verde cumprindo papel importante na nova matriz de transportes e na indústria.

A produção do hidrogênio verde será por meio de unidades de eletrólise da água, daí a necessidade de alta capacidade de energia da atividade eletrointensiva. A empresa divulgou que já desenvolveu contratos para compra de energia solar fotovoltaica e de eólica no estado, para garantir futuras expansões. Conta a favor também do local escolhido o fato de o Ceará ter alto potencial de geração de energia eólica offshore, fonte com promessa de ser explorada no País nos próximos anos.

Além da localização portuária que favorece a exportação, da infraestrutura no local e disponibilidade de água, de forma geral o Ceará tem grande potencial de geração renovável. De acordo com dados da Aneel, o estado conta com 2,2 GW de eólicas em operação, 88,2 MW em construção e mais 238,20 MW em projetos não iniciados. Em solar, tem 218 MW instalados em usinas centralizadas e mais de 2,2 GW outorgados, uma parte já em construção (278,3 MW) e o restante de projetos não-iniciados.



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