A norueguesa Equinor e a Porto do Açu Operações, responsável pelo único porto totalmente privado do País, em São João da Barra, no Rio de Janeiro, assinaram um memorando de entendimentos para avaliar e desenvolver em conjunto uma usina de geração solar fotovoltaica na retroárea do Porto do Açu nos próximos 12 meses.

Embora ainda não esteja definida a potência da usina, o compromisso entre as empresas foi assinado no dia 3 de fevereiro e visa cumprir meta do Porto do Açu de investir em energia renovável com parcerias e desenvolver negócios na economia de baixa carbono. Para a Equinor, a ideia é diversificar suas operações no Brasil para a área de renováveis, já que o grupo, apesar de estar atuando com mais força nessas fontes globalmente, no País ainda tem presença mais marcante em óleo e gás, com ativos em diferentes estágios, da exploração à produção. A empresa iniciou sua operação no Brasil em 2001.

No entanto, o movimento em renováveis da Equinor não é o primeiro no País. Em 2018 a primeira planta solar do portfólio global da empresa foi no Brasil: o Complexo de Apodi, em Quixeré, no Ceará, com potencial instalada de 162 MW e com 500 mil painéis. O complexo é operado pela também norueguesaScatecSolar e conta com sócios brasileiros do consórcioApodiPar. AEquinorfechou acordo de cooperação exclusiva com aScatecSolar para desenvolver outros projetos solares no Brasil nos próximos anos. Além disso, em 2020 a Equinor adquiriu uma participação na brasileira MicroPower Comerc, que atua em sistemas de armazenamento de bateria.

O Porto do Açu foi desenvolvido pela Prumo Logística, controlada pela EIG Global Energy Partners, em operação desde 2014, e é o segundo maior terminal de minério de ferro do Brasil, além de ser responsável por 25% das exportações de petróleo do País e abrigar a maior base de apoio offshore do mundo. Além disso, também ergueu o principal hub de gás natural da América Latina por meio da subsidiária Gás Natural Açu (GNA), onde há terminal de regaseificação que, no fim de 2020, recebeu a primeira carga de GNL para uso na usina térmica GNA 1, com 1,3 GW e entrada em operação no primeiro semestre.



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