O centro de lançamento de foguetes da Agência Espacial Europeia (ESA, sigla em inglês), em Kourou, na Guiana Francesa, escolheu energia solar fotovoltaica e usinas a biomassa para suprir sua alta demanda de energia. Hoje dependente da rede elétrica do país sul-americano, o centro pretende com isso não só cortar custos e ter segurança no fornecimento energia, mas também realizar a transição energética para fontes renováveis.
Com 700 quilômetros quadrados, compreendendo área de lançamento, fábrica de propelentes e três complexos de lançamento operacionais em desenvolvimento para o foguete Ariane 6, o chamado “espaçoporto” consome até 20% da energia da Guiana Francesa.
A ideia dos europeus é instalar uma fazenda solar de 10 MWp de potência, que deve entrar em operação no início de 2023, e mais duas usinas a biomassa, combinação que vai gerar 50 GWh por ano, suprindo 90% da demanda do local. Os projetos têm previsão de conclusão até o final de 2025.
Há ainda a intenção de ampliar a geração solar, segundo revelou a ESA, para injetar na rede e disponibilizar energia limpa para a Guiana. No centro de lançamento, no longo prazo, essa energia também alimentará células de combustível, conforme as expansões se realizarem.
As usinas a biomassa utilizarão madeira morta da floresta para produzir biogás em câmaras de gaseificação e obter eletricidade por meio de sistema de cogeração. Cerca de 75% da energia contida no combustível é aproveitada na forma de calor para alimentar o sistema de ar condicionado do centro. Por volta de 50% da energia na base é usada para resfriar edifícios, enquanto os processos dos propelentes sólido e líquido respondem por quase todo o resto da demanda.
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