A Aneel lançou projeto de sandbox regulatório denominado Energias da Floresta, cujo objetivo é criar um ambiente experimental para testar soluções inovadoras voltadas à eletrificação de regiões isoladas e remotas da Amazônia Legal, habitadas por povos e comunidades tradicionais — indígenas, quilombolas, extrativistas e ribeirinhos. 

A iniciativa surge em parceria com o Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA) e pretende “identificar problemas regulatórios, construir alternativas de soluções, aprimorar políticas públicas, modernizar a legislação e regulação setorial e atuar na redução da pobreza energética” nas regiões prioritárias. No dia 30 de outubro, em evento na Aneel, além do lançamento do projeto, a agência assinou termo de cooperação com o IEMA.

Um sandbox regulatório é um ambiente controlado de testes criado por órgãos reguladores para permitir que empresas e instituições experimentem modelos inovadores de produtos, serviços ou normas sob supervisão, com regras temporariamente flexibilizadas, antes de uma aplicação em larga escala.

Segundo a Aneel, o sandbox regulatório permitirá que empresas, distribuidoras e cooperativas apresentem modelos de fornecimento de energia adaptados às condições locais, com testes em ambiente controlado pela agência, fora dos moldes tradicionais, mas com supervisão regulatória.

As soluções que poderão ser experimentadas variam de microrredes combinadas com solar fotovoltaica e armazenamento até aplicações híbridas de fontes renováveis, à medida que o fornecimento convencional se mostra difícil de implantar em regiões de difícil acesso. 

A expectativa dos agentes regulatórios é que o projeto contribua para avanços na universalização do acesso à energia elétrica, na melhoria da qualidade dos serviços prestados e no atendimento a critérios como segurança, sustentabilidade e equidade social nas regiões atendidas. 

Estima-se que cerca de 1,2 milhão de pessoas ainda vivam sem energia elétrica nos estados que compõem a Amazônia Legal (Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Mato Grosso e oeste do Maranhão), em razão de desafios logísticos, ambientais e sociais.



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