Em evento promovido pela prefeitura paulistana no dia 23/9, o capitão Renato Adashi do  Corpo de Bombeiros de São Paulo informou que a entidade está prestes a publicar uma instrução técnica específica sobre instalação de pontos de recarga de veículos elétricos em edifícios residenciais e comerciais, informou em nota a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), presente ao evento. O capitão falou no painel “Eletromobilidade e Segurança nas Edificações” durante o seminário “Caminhos da Eletromobilidade Urbana em São Paulo”, no Memorial da América Latina.

Segundo a ABVE, a nova regra vai prever a adoção obrigatória das normas ABNT aplicáveis e a exigência de responsabilização técnica e habilitação do instalador por parte de sua entidade profissional. Ainda de acordo com a entidade, “ficarão para um segundo momento” medidas de segurança para garagens dos prédios existentes e novos que constam de uma diretriz do Ligabom (Conselho Nacional dos Comandantes de Bombeiros), divulgada em agosto, como instalação de chuveiros automáticos (sprinklers), detectores de fumaça, exaustores e planos de gerenciamento de risco. Essas medidas demandarão uma nova consulta pública, segundo o capitão Adashi.

Na avaliação da ABVE, as providências adotadas agora aumentarão substancialmente a segurança das instalações de pontos de recarga nas garagens dos edifícios, tranquilizarão síndicos e condomínios e reduzirão a incerteza do mercado de infraestrutura. “Entendemos que essa medida dos bombeiros de São Paulo dará uma orientação clara aos síndicos e administradores prediais sobre como instalar equipamentos de recarga, além ampliar a segurança de toda a garagem”, disse o presidente da entidade, Ricardo Bastos.

As normas ABNT a serem observadas são: NBR 5410 - Instalações elétricas de baixa tensão; NBR 17019 - Instalações elétricas de baixa tensão — Requisitos para instalações em locais especiais - Alimentação de veículos elétricos; e NBR IEC 618S1-1 - Sistema de recarga condutiva para veículos elétricos, Modos de recarga 3 e 4.

Ainda de acordo com a ABVE, o debate deixou claro que a diretriz do Ligabom sobre o tema, divulgada em 26 de agosto, é apenas “recomendativa e orientativa”, e não necessariamente será seguida à risca em São Paulo. “Os senhores podem ficar tranquilos, essa discussão a gente vai trazer à sociedade, não vai ser da noite para o dia”, disse o capitão.

Também participaram do painel representantes do  Secovi-SP - Sindicato das Empresas de Administração de Imóveis de São Paulo e do Sinduscon-SP - Sindicato da Indústria da Construção Civil.



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