O mercado de geração solar distribuída deve abrir cerca de 109 mil vagas em 2025 no Brasil, segundo estudo da RH Renováveis. A maior parte das contratações será em integradores, responsáveis por projetos e instalações, que concentram mais de 70% do total de empregos no setor.

Apesar da expansão, a consultoria alerta que a rotatividade média das empresas pode superar 61% em 2025, gerando um custo estimado de R$ 2,7 bilhões com desligamentos. Se reduzido para 35%, o índice poderia gerar economia superior a R$ 1,1 bilhão. Com rotatividade de 25%, a economia ultrapassaria R$ 1,6 bilhão.

O setor emprega atualmente cerca de 340 mil pessoas, sendo 75% em funções diretas. A maior parte dos profissionais está em áreas comerciais, de vendas e marketing, que respondem por 45% da força de trabalho. Engenharia e instalação somam 36% e operações e suporte, 19%.

Entre as empresas, os integradores devem contratar 83 mil novos trabalhadores em 2025, com índice de rotatividade estimado em 66%. Distribuidores e fabricantes também ampliam equipes, mas em ritmo menor. Nos distribuidores, a rotatividade deve ser de 49%; nos fabricantes, de 42%.

A pesquisa mostra ainda que o modelo de remuneração é fator relevante. Nos integradores, a comissão sobre vendas varia entre 3% e 5% quando o salário fixo é baixo, de até R$ 2 mil. Nos distribuidores, as metas de vendas chegam a R$ 750 mil mensais, patamar atingido por apenas 30% dos vendedores.

Quanto às competências mais demandadas, além do conhecimento técnico, destacam-se resiliência, proatividade, organização, comunicação clara e habilidade de negociação, sobretudo para funções comerciais e de engenharia. O levantamento também revela que a gestão das empresas é, em grande parte, feita pelos próprios acionistas. Entre integradores, 87% dos cargos de direção são ocupados pelos donos; nos distribuidores, 60%; e nos fabricantes, 40%.

Para o CEO da RH, Pedro Drumond, o cenário reforça a urgência de práticas mais sólidas de atração e retenção de profissionais. “O setor está em mudança e a base de pessoas ainda opera com altos índices de informalidade, pressão e desorganização. Isso precisa mudar”, afirma.



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