Foi inaugurada em 11 de julho a Usina Fotovoltaica São Francisco, com potência estimada de 6,4 MW, instalada pelo Santuário Nacional de Aparecida, na cidade de mesmo nome no interior de São Paulo, para suprir até 65% da demanda energética do complexo religioso. A cerimônia de bênção e acionamento foi realizada na Fazenda São José, a cerca de 3 km da Basílica.

Com 80.837,99 m² de área útil e aproximadamente 12 mil módulos solares, a usina deve gerar 10.200 MWh por ano. Esse volume seria suficiente para atender o consumo anual de cerca de 5.600 residências, evitando a emissão de aproximadamente 5.100 toneladas de CO₂ por ano.

O projeto visa ampliar o uso de energia limpa em instalações como o Centro de Eventos Padre Vítor Coelho de Almeida, o Centro de Apoio ao Romeiro, a Cidade do Romeiro e os hotéis do complexo. A iniciativa está alinhada às diretrizes de transição energética da encíclica Laudato si’ e da carta Fratello Sole, do Papa Francisco.

Além da geração renovável, segundo noticiado no periódico Vatican News, foram levadas em consideração, na decisão da Igreja Católica pelo investimento, o fato de os módulos terem vida útil estimada entre 25 e 30 anos e serem compostos por materiais recicláveis como vidro, alumínio e silício, o que contribui para a redução do passivo ambiental.

Com o nome escolhido para a UFV, a iniciativa também celebra os 800 anos do Cântico das Criaturas, de São Francisco de Assis, reforçando o compromisso do Santuário com a preservação da Casa Comum, explica a publicação.

Com esse projeto, o Santuário Nacional de Aparecida se insere entre as instituições religiosas brasileiras com investimentos significativos em energia solar, em linha com a política do Vaticano, que prevê neutralidade de carbono até 2050 e a adoção crescente de fontes renováveis em suas propriedades.



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