O ISE - Instituto Fraunhofer para Sistemas de Energia Solar desenvolveu processo alternativo para a produção de contatos de células solares. Trata-se de uma nova técnica de transferência e disparo de laser (LTF), que segundo o ISE oferece várias vantagens em comparação aos processos convencionais, particularmente para superfícies específicas de células solares.

O desenvolvimento faz parte do projeto C3PO, em cooperação com indústrias da área. Pela primeira vez os pesquisadores conseguiram realizar um LTF totalmente automatizado em um sistema da empresa Pulsar Photonics GmbH. Segundo os pesquisadores, o processo pode ser testado e otimizado sistematicamente para implementação industrial.

O processo LTF consiste em duas etapas. Na primeira, uma impressão a laser direto é usada para transferir o metal no layout do finger de contato desejado (que, junto com linhas condutoras de metal, são aplicadas à superfície da célula solar para transportar a corrente de dentro para fora) de uma folha revestida de metal para uma célula solar. Esta etapa se chama LIFT (laser inducted forward transfer).

No novo sistema, o processo LIFT é feito por meio de mandril a vácuo, por onde a célula é movida sob folha revestida de metal a partir da qual o metal é transferido para a célula, o que é feito de forma automática.

Na segunda etapa, as estruturas metálicas da primeira etapa são formadas em contatos usando um processo de aquecimento seletivo a laser (LSH). O comprimento de onda do feixe de laser é absorvido pelo metal, mas não pelo silício subjacente. Como resultado, o laser não danifica o material de silício, o que traz alta eficiência para as células solares.

Fazem parte do desenvolvimento as empresas Pulsar, Soliton, Rena e Rowo. O projeto foi financiado pelo Ministério Federal para Assuntos Econômicos e de Energia da Alemanha. Já comprovada em laboratório anteriormente, esta fase comprovou a eficácia da tecnologia em escala industrial.




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