Um projeto chamado “BioICEP – Bio Innovation of a Circular Economy for Plastics” (ou, Bioinovação da economia circular para os plásticos, em tradução livre), do qual faz parte o  Aimplas – Instituto Tecnológico del Plástico (Espanha), tem como objetivo transformar plásticos não biodegradáveis em materiais de base biológica para a indústria de embalagens e o setor farmacêutico.

 

Trata-se de um programa a partir do qual foram realizados tratamentos químicos e biotecnológicos visando à transformação de resinas sintéticas em bioplásticos biodegradáveis. Isso também envolveu a condução de métodos baseados no uso de micro-ondas e de extrusão reativa para acelerar a biodegradação de resíduos plásticos de origem fóssil.


De acordo com o Aimplas, foi feito um pré-tratamento de materiais plásticos como, por exemplo, polietileno de baixa densidade usando a degradação termoquímica assistida por micro-ondas, o que proporcionou a obtenção de polímeros cuja degradação total ocorreu em menos de 28 dias. Também foi feita a despolimerização de poliamidas para a obtenção dos seus monômeros, envolvendo a participação de microrganismos.

 

O uso do processo de extrusão reativa teve como premissa a alteração da estrutura das cadeias dos polímeros ensaiados, de forma a acelerar a biodegradação desses plásticos. 


O programa BioICEP conta com a participação de instituições de pesquisa e ensino situadas em diversos países, tendo como foco o desenvolvimento de trabalhos colaborativos a partir da contribuição de diferentes áreas da cadeia produtiva do plástico.

 

Trabalhos centrados na combinação de diferentes processos, tais como decomposição química e redução do peso molecular de polímeros, estão em fase de desenvolvimento.


 

Imagens: Aimplas.

 

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