A transmissora de energia ISA Energia Brasil concluiu captação de R$ 1,8 bilhão para implementação do projeto Piraquê, que permitirá a expansão da capacidade de escoamento da energia gerada principalmente pela fonte solar fotovoltaica no norte de Minas Gerais, estado responsável por mais de um quinto da energia solar produzida em todo o Brasil.

A emissão de títulos verdes – a maior da história da empresa – é composta por duas séries, a primeira de R$ 1 bilhão e a segunda de R$ 750 milhões. Segundo comunicado da ISA, a operação conta com estrutura inovadora: a primeira série de 12 anos não vai contar com pagamentos de juros semestrais durante 11 anos, o que ocorrerá só depois desse prazo.

“Essa abordagem demonstra a solidez financeira da companhia, que também se reflete nas condições de remuneração das debêntures, que são iguais ou até menores que as de um título do governo”, disse a diretora executiva de finanças, relações com investidores e desenvolvimento de negócios da ISA, Silvia Wada. Segunda ela, desde 2018 a empresa tem emitido títulos verdes (green bonds) e, com a nova emissão, o total captado envolve cerca de R$ 7,2 bilhões.

Arrematado no lote 3 do leilão de transmissão 01/22, o projeto Piraquê contempla oito linhas de transmissão (sete de 500 kV e uma de 345 kV) que totalizam 938 km de extensão nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, além da construção de duas novas subestações e da ampliação de outras seis já existentes. Com previsão de entrar em operação até setembro de 2027, em julho deste ano a empresa obteve as licenças ambientais e avança com a construção do projeto.  O investimento previsto é de R$ 3,7 bilhões e a receita anual permitida (RAP) de R$ 326 milhões (ciclo 2024-2025).



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