A União Europeia começou a financiar um projeto na Dinamarca para criar processos mais baratos e rápidos de desenvolvimento de baterias para armazenamento de energia. Batizada de Big-Map - Battery Interface Genome – Materials Acceleration Platform (Genoma de Interface de Baterias – Plataforma de Aceleração de Materiais), a pesquisa é liderada pela Universidade Técnica da Dinamarca (DTU), em parceria com a Universidade de Tecnologia da Informação de Copenhagen.

A meta da pesquisa, a ser concluída em até três anos mediante recursos de 20,5 milhões de euros, é permitir que novas baterias sustentáveis e de ultradesempenho sejam desenvolvidas em prazos até dez vezes mais rápidos do que os atuais. Como base para fundamentar o objetivo, os europeus levam em conta o longo período demandado para desenvolver as baterias de lítio: 20 anos, desde a ideia até o produto comercial. O novo alvo é levar um décimo desse tempo nas novas baterias.

Considerada o mais alto investimento europeu para desenvolver baterias, a pesquisa liderada pelos dinamarqueses faz parte do projeto Battery2030+, de pesquisa em larga escala e de longo prazo, e envolve 34 parceiros de 15 países. O propósito com a iniciativa é utilizar a inteligência artificial para obter, analisar e explorar os dados da cadeia de valor de pesquisa e desenvolvimento de baterias e assim acelerar os processos. Daí a participação no projeto da Universidade de TI de Copenhagen.

Os pesquisadores pretendem utilizar algoritmos de aprendizado de máquina (machine-learning) para, por exemplo, prever a durabilidade de uma nova bateria em uma fração do tempo que hoje se utiliza para o mesmo processo. Isso seria possível com simulações em computador em larga escala, sem necessidade de intervenção humana.

Segundo os responsáveis pelo projeto, essas simulações são capazes de reduzir o tempo de desenvolvimento porque não demandam as várias vezes que os pesquisadores precisam carregar e descarregar as baterias para descobrir suas respostas a determinados padrões de consumo.

Apesar de ser coordenado pela DTU, o Big-Map vai usar uma plataforma de pesquisa com todos os 34 parceiros que, por conta dos vários fusos horários dos países envolvidos, será praticamente ininterrupta, o que deve acelerar os resultados. De acordo com a universidade, é grande a probabilidade de os pesquisadores, no prazo inicial de três anos com o estudo, além de criarem metodologias inovadoras para desenvolver baterias, introduzirem também novos materiais para aperfeiçoar a tecnologia.

Mais informação sobre o projeto Big-Map está disponível em https://www.big-map.eu/ .



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