A certificadora alemã TÜV Rheinland avaliou e certificou a primeira produção de hidrogênio verde (H2V) da América do Sul, feita pela produtora de gases industriais e medicinais White Martins, em Cabo de Santo Agostinho, Pernambuco. O processo foi baseado na norma TÜV Rheinland H2.21 e sua elaboração e implementação do sistema de gestão de hidrogênio verde, além da respectiva certificação, levaram cerca de três meses.

Com a certificação, serão produzidas 156 toneladas de H2V por ano em escala industrial. Para ser classificado como verde, a principal premissa é o hidrogênio ser produzido a partir do uso de fontes renováveis. Em Pernambuco, a White Martins, empresa do grupo alemão Linde, poderá receber até 1,6 MW de energia solar fotovoltaica, utilizada para alimentar o processo de eletrólise da água, que separa as moléculas do hidrogênio e do oxigênio.

O grupo controlador Linde é um dos líderes mundiais em produção, processamento, armazenamento e distribuição de hidrogênio. No caso da versão verde, a empresa já instalou mais de 200 estações de abastecimento e 80 unidades de eletrólise em todo o mundo. “Nossa expectativa é que esta seja a primeira certificação de muitas que pretendemos ter em nossa região nos próximos anos”, afirmou o presidente da White Martins e da Linde na América do Sul, Gilney Bastos.

A White Martins está investindo em outras iniciativas de hidrogênio no País, como o fornecimento do produto para o abastecimento do Mirai, um automóvel elétrico à célula combustível da Toyota do Brasil. Além disso, a companhia assinou memorandos de entendimento (MoU) com os governos dos estados do Ceará, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul e com os complexos portuários de Pecém, no Ceará, e do Açu, no Rio de Janeiro, para realizar estudos de viabilidade para implantação de projetos de H2V e de amônia verde.



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