A ISA Energia Brasil concluiu um projeto de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) voltado à avaliação técnica da instalação de sistemas fotovoltaicos em faixas de segurança de linhas de transmissão. A iniciativa, realizada com recursos regulados pela Aneel, recebeu investimento de R$ 1,6 milhão e buscou analisar a viabilidade do uso complementar dessas áreas para geração de energia renovável.

O projeto-piloto foi implantado entre maio e dezembro de 2025 em São Bernardo do Campo, SP, onde a companhia instalou um protótipo de usina solar sob uma linha de transmissão. Durante os testes, foram avaliados aspectos como sombreamento provocado por torres e cabos, interferência de campos eletromagnéticos, compatibilidade entre os ativos e desempenho da geração.

Segundo a empresa, os resultados indicaram baixa interferência eletromagnética e impacto pouco relevante do sombreamento sobre a produção de energia, validando tecnicamente a coexistência entre a infraestrutura de transmissão e a geração solar.

De acordo com simulações computacionais realizadas no projeto, a usina poderá atingir capacidade instalada de 1,224 MWp e geração anual estimada em 1.746 MWh. O sistema utiliza módulos fotovoltaicos de alta eficiência, projetados para otimizar o aproveitamento da radiação solar inclusive em condições de menor incidência direta.

A companhia informou que a validação foi conduzida em três etapas (estudos teóricos, simulações computacionais e medições em campo), permitindo consolidar parâmetros técnicos para futuras aplicações semelhantes no setor elétrico.

Segundo Nayana Guimarães, gerente de novos negócios da ISA Energia Brasil, o principal resultado do projeto foi a construção de uma base técnica para avaliação desse tipo de solução em condições reais de operação. A empresa destaca que opera cerca de 23 mil quilômetros de circuitos de transmissão no país e vê potencial para aproveitamento complementar das faixas de segurança associadas a essas estruturas. Apenas no município de São Paulo, essas áreas somam aproximadamente 16,2 milhões de m².

Para Aldo Debiagi, gerente de estratégia e inovação da companhia, o projeto reforça o papel da infraestrutura de transmissão no contexto da transição energética, ao avaliar formas de integrar geração renovável a ativos já existentes e ampliar a eficiência no uso da infraestrutura elétrica.



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