O Governo do Piauí e a CGN Brasil (do grupo chinês CGN) divulgaram iniciativa para o desenvolvimento de tecnologia de energia solar concentrada (CSP, na sigla em inglês) com armazenamento térmico, ainda inédita no Brasil. O acordo, firmado com o Piauí Instituto de Tecnologia (PIT), prevê a realização de estudos de viabilidade técnica, econômica e regulatória para a implantação de um projeto piloto de aproximadamente 100 MW no estado. O objetivo é ampliar a oferta de energia renovável despachável e mitigar desafios como a intermitência das fontes solares e as restrições de escoamento na rede elétrica.

A tecnologia CSP com armazenamento térmico permite a geração de energia mesmo na ausência de incidência solar, diz comunicado da CGN segundo o qual a empresa acumula experiência consolidada com essa tecnologia, o que reforça o potencial de sua aplicação no mercado brasileiro.

Nesta fase inicial, estão previstas ações de cooperação técnica em âmbito nacional, com intercâmbio entre profissionais brasileiros e visitas técnicas a plantas operacionais na China. Como parte da estratégia de desenvolvimento tecnológico e regional, será lançado um edital para a seleção de estudantes, mestrandos e doutorandos de universidades de todo o Brasil, que irão integrar as frentes técnicas do estudo, contribuindo com análises e o desenvolvimento de soluções no âmbito da iniciativa.

“O projeto representa um passo relevante para ampliar a confiabilidade das energias renováveis no Brasil, combinando inovação tecnológica e desenvolvimento regional”, afirmou o presidente da CGN Brasil, Mingzhu Li. Já segundo o governador Rafael Fonteles, para quem o Piauí tem buscado se posicionar como um polo de inovação em energias renováveis, “essa parceria contribui para atrair investimentos, gerar conhecimento e fortalecer o desenvolvimento regional”.

A CGN Brasil Energia já possui um portfólio operacional de 506 MW no Piauí, entre ativos solares e eólicos.



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