O Brasil registrou 761 focos de incêndio nos primeiros 23 dias de setembro, número próximo ao total de 794 focos contabilizados em todo o período seco de 2025 (junho a agosto). Segundo a Climatempo, além da quantidade, chama a atenção a localização dos incêndios, que se aproximaram de linhas de transmissão, usinas de geração e obras de infraestrutura, aumentando o risco para ativos estratégicos.

A meteorologista Ana Clara Marques, da Climatempo, afirma que os eventos deixaram de ocorrer apenas em áreas remotas. “As queimadas avançaram para regiões próximas a instalações críticas, ampliando a exposição de sistemas de energia e infraestrutura essencial”, observou.

O SMAC – Sistema de Monitoramento e Alerta Climatempo registrou alta de 369,6% nos alertas de queimadas em setembro em relação ao trimestre anterior. De acordo com os especialistas, a intensificação dos focos evidencia os efeitos do auge da estação seca e a necessidade de atenção especial das empresas responsáveis pela operação de ativos elétricos.

A combinação de temperaturas elevadas, baixa umidade e vegetação ressecada explica a propagação dos incêndios. A expectativa é que a situação comece a melhorar com a chegada da primavera, ainda que as chuvas permaneçam irregulares no período de transição.

Para a Climatempo, o cenário reforça o papel da inteligência meteorológica na proteção de ativos. “Com o SMAC, as empresas ampliam a cobertura de alertas, identificam focos com mais agilidade e ganham tempo de resposta, assegurando segurança operacional e continuidade dos negócios”, destacou Marques.

O sistema fornece informações em tempo real sobre focos de incêndio, tempestades, ventanias, granizo e raios, apoiando a tomada de decisão das empresas.

A Inteligência Artificial integrada ao SMAC, por meio da ferramenta CT-MergeFire, cruza dados de múltiplos satélites e elimina inconsistências, permitindo detectar incêndios com maior precisão e agilidade.

Segundo a Climatempo, esse monitoramento contribui para antecipar riscos, reduzir impactos ambientais e proteger a infraestrutura elétrica e industrial em momentos de maior vulnerabilidade climática.



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