As perdas acumuladas por restrições operacionais em usinas eólicas e solares no Brasil chegaram a 35,14 milhões de MWh até setembro de 2025, segundo levantamento da consultoria ePowerBay. O volume representa alta de 15,2% em relação ao mês anterior.

As limitações, conhecidas como constrained-off, ocorrem quando a geração é reduzida ou interrompida por restrições elétricas, de confiabilidade ou de alocação de carga.

As razões energéticas (ENE) responderam por 45% das perdas, seguidas pelas de confiabilidade (CNF), com 40%, e indisponibilidades externas (REL), com 15%.

Em setembro, as perdas totais somaram cerca de 4,6 milhões de MWh, aumento de 12,9% ante agosto. No mês, 58% das restrições tiveram origem energética, 39% foram associadas a confiabilidade e 4% a indisponibilidades elétricas.

As maiores ocorrências de corte de geração foram registradas nas subestações Açu III, João Câmara III, Monte Verde, Janaúba 3, Ourolândia II, Gentio do Ouro II, Morro do Chapéu II e Igaporã II, localizadas nos estados de Rio Grande do Norte, Bahia e Minas Gerais, todas com mais de 1 milhão de MWh restringidos.

Entre os conjuntos mais afetados estão Janaúba, Serra do Mel A e B, Monte Verde, Caju, Laranjeiras, Arinos 2 e Rio do Vento, cada um com mais de 500 mil MWh em perdas acumuladas.

No segmento eólico, os dez conjuntos com maiores restrições percentuais estão no Rio Grande do Norte e no Ceará, conectados às subestações João Câmara II e III, Açu II e Acaraú II. No setor solar, as restrições mais elevadas ocorreram em empreendimentos da Bahia, Ceará, Piauí e Minas Gerais.

Segundo o estudo, os estados com maior perda média em setembro — superior a 20% — foram Minas Gerais, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Piauí, Bahia e Paraíba. Os dados do levantamento têm como base registros da CCEE e do ONS, processados pela ePowerBay em sua plataforma de monitoramento.



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