O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou no dia 21 de maio a Medida Provisória 1300/2025, da reforma do setor elétrico. A MP, elaborada pelo Ministério de Minas e Energia, foi dividida em três eixos: ampliação da tarifa social e criação do desconto social, a abertura do mercado livre para todos os consumidores até 2027 e ações para a equalização de rateio dos custos do setor entre o mercado livre e regulado.

Com a publicação no Diário Oficial da União em edição extra no mesmo dia da assinatura presidencial, a MP passou a valer de imediato e segue a tramitação regimental, que inclui criação de comissão mista e votação das duas casas legislativas, o que deve ser feito em 120 dias. Não sendo apreciada nesse período, a medida provisória é caducada.

De acordo com o MME, 60 milhões de brasileiros passarão a ser beneficiados com a nova tarifa social de energia elétrica. O novo benefício, para começar, inclui famílias inscritas no CadÚnico com renda mensal de até meio salário-mínimo por pessoa e que consomem até 80 kWh/mês. Esse universo de beneficiados, de cerca de 16 milhões de pessoas, terá gratuidade na conta de luz.

Além disso, a proposta também contempla pessoas com deficiência ou idosos no Benefício de Prestação Continuada (BPC), famílias indígenas e quilombolas do CadÚnico, e famílias atendidas em sistemas isolados por módulo de geração off-grid. Caso o consumo exceda os 80 kWh, será pago apenas o proporcional. A MP ainda prevê a isenção do pagamento da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) para famílias do CadÚnico com renda mensal entre meio e um salário-mínimo por pessoa que consomem até 120 kWh/mês. Ao se juntar esses consumidores, o benefício da nova tarifa social sobe para 60 milhões de pessoas.

O segundo eixo, de abertura do mercado, prevê a permissão de migração ao ACL, em agosto de 2026, para consumidores da baixa tensão da indústria e do comércio, e em dezembro de 2027, para os demais consumidores residenciais, um universo de 90 milhões de pessoas.

O último eixo, batizado como de equilíbrio para o setor, visa para suprir as isenções e descontos tarifários hoje vigentes para consumidores do mercado livre. Fazem parte dessas iniciativas a distribuição dos custos de Angra 1 e 2, a redução de encargos do consumo de energia incentivada, a distribuição uniforme de encargos e a melhor definição da autoprodução equiparada de energia elétrica.



Mais Notícias EM



Aneel aprova plano de cortes para usinas Tipo III

Medida permite reduzir geração de usinas Tipo III em baixa carga para preservar segurança do SIN

24/11/2025


Cortes em eólicas e solares sobem 21% em outubro

Perdas acumuladas chegaram a 40,7 milhões de MWh, com avanço das restrições ENE.

24/11/2025


EDP inaugura centro de predição para operação hídrica

Estrutura usa IA e dados em tempo real para apoiar operação de três hidrelétricas.

24/11/2025