A prefeitura de São Paulo planeja instalar usinas solares fotovoltaicas sobre cinco aterros desativados na cidade, disse nesta terça (29/8) o secretário executivo municipal de mudanças climáticas, Gilberto Natalini, durante apresentação na cerimônia de abertura da Intersolar South America, em São Paulo.

Segundo o secretário, sua equipe está em fase de estruturação do modelo que será adotado, mas a ideia central é ceder os terrenos, em uma espécie de leasing, para empresas de geração de energia implantarem as usinas e pagarem o projeto com parte da energia que será descontada nas contas de luz de prédios públicos municipais. O excedente, a depender do porte das usinas, será negociado pela empresa que vencer as licitações do projeto.

“O que podemos adiantar é que terá custo zero para a prefeitura”, disse. De acordo com Natalini, o planejado é ter o modelo formatado entre este ano e o próximo. Por conta do caminho burocrático do projeto, que envolverá estudos técnicos e processos de licenciamento ambiental, diz, o mais provável é saírem em 2024 as primeiras licitações públicas.

A cidade de São Paulo tem aterros já inativados em várias regiões. Os que devem ser contemplados com os projetos são os de Vila Jacuí, São Mateus e Sapopemba, na zona leste; o Vila Albertina, na zona norte; e o aterro de Santo Amaro, na zona sul.

A cidade de São Paulo não será pioneira no projeto, já que Niterói, no Rio de Janeiro, Belo Horizonte, em Minas Gerais, e Curitiba, no Paraná (foto), já implantaram usinas em aterros desativados.

Além do projeto nos aterros, Natalini afirmou que a prefeitura está articulando expandir a geração solar fotovoltaica em prédios públicos, por exemplo em unidades de saúde. Segundo ele, uma das prioridades de sua gestão ä frente da secretaria, em atendimento à política municipal, é renovar a energia da prefeitura, elegendo a solar como a principal fonte a ser adotada.

Além disso, afirmou, está também nos planos a migração para o mercado livre de energia de prédios da prefeitura, com a compra de energia renovável. “Este é o meio até mais inteligente, já que não temos que investir, temos a garantia de ter energia eólica ou solar, ainda 30% mais barata”, disse.

Ônibus elétrico – Outra iniciativa da prefeitura, fruto da Lei 16.802/2018, que prevê ações para a redução de emissões e teve como um dos autores o próprio Gilberto Natalini, à época vereador, é o uso de ônibus elétricos. Segundo o secretário, até o fim do mês chegam os 100 primeiros ônibus, que se somarão a outros até o fim de 2023, até atingir a meta de 2600 em 2024. “Toda a parte legal do projeto já está definida e a parte de produção e financiamento está sendo equacionada, mas tudo leva a crer que a entrega está encaminhada”, disse.

O programa aceita outras tecnologias de transporte, como biometano, mas segundo o secretário a prefeitura tem dado preferência aos elétricos.



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