A Cubico Sustainable Investments, empreendedora de renováveis controlada pelo fundo de pensão dos professores de Ontário, Canadá, e pela PSP Investments, assinou acordo de aquisição do complexo solar Projeto Sobral, de 1 GW de capacidade, da brasileira Zeg Energias Renováveis. O valor da transação não foi divulgado.

Em desenvolvimento, o projeto Sobral será instalado nos municípios de Sobral e Santana do Acaraú, no Ceará. Com investimentos previstos de R$ 3 bilhões, o empreendimento tem entrada de operação planejada para julho de 2025. Quando em pleno funcionamento, deve gerar mais de 2 mil GWh por ano, o suficiente para fornecer energia a 1 milhão de residências brasileiras.

Segundo comunicado da Cubico, as duas empresas desenvolverão conjuntamente o projeto, incluindo a negociação de contratos de fornecimento e a formalização de contratos de compra de energia com terceiros (PPAs, na sigla em inglês).

"A aquisição consolida nossa presença na América Latina e marca o início de uma nova plataforma de energia renovável no Brasil, seguindo nossas recentes vendas estratégicas no país. Após este primeiro investimento em ativos solares no Brasil, o objetivo é continuar o crescimento através da aquisição e desenvolvimento de outros projetos fotovoltaicos e eólicos onshore”, disse o responsável pela operação da Cubico na América Latina e Brasil, Franciso Moya.

Em 2022, a Cubico negociou com a AES Brasil suas participações nos complexos eólicos Ventos do Araripe, no Piauí; Caetés, em Pernambuco; e Cassino, no Rio Grande do Sul. O valor total dos ativos somava pouco mais de R$ 2 bilhões. Juntos, os parques têm capacidade total de 456 MW, totalizando 17 sociedades de propósito específico. O portfólio global da Cubico em 12 países tem capacidade instalada bruta de mais de 2,7 GW, além de 3,5 GW em construção e em desenvolvimento.

A aquisição do projeto Sobral atende estratégia da Cubico em crescer de forma orgânica, por meio de projetos greenfield. A negociação foi assessorada pela banca de advocacia Machado Meyer (Jurídico), pela empresa Rina e pela consultoria KPMG. A conclusão da transação permanece sujeita à aprovação do Cade - Conselho Administrativo de Defesa Econômica.



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