Até 2026, segundo levantamento da CCEE - Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, será injetada no Sistema Interligado Nacional (SIN) uma potência total de 5.942,102 MW de energia proveniente de parques eólicos e de usinas solares fotovoltaicas. Pelo cálculo da CCEE, serão investidos R$ 34 bilhões com a nova capacidade, sendo R$ 27,9 bilhões para eólicas e R$ 6,3 bilhões para solares fotovoltaicas.

Do total, que entrará em operação entre janeiro de 2023 e janeiro de 2026, serão 192 parques eólicos, com 4,5 GW, e 49 UFVs, com 1,4 GW, totalizando 241 novas usinas. Atualmente a fonte eólica conta com 813 usinas, com 21,9 GW de potência instalada, e a solar fotovoltaica, com geração centralizada, soma 187 usinas, com 5,3 GW no total.

Os dados coletados pela CCEE são de projetos contratados em leilões de energia nova realizados nos últimos anos pela própria câmara e pela Aneel (do 26º LEN ao 36º LEN). A maior parte dos novos empreendimentos negociados serão instalados no Nordeste, nos estados do Rio Grande do Norte, Bahia, Piauí e Paraíba, e farão a capacidade atual de 27,2 GW das duas fontes passar para 33 GW em 2026. A estimativa é a de que essas novas usinas ofertem juntas ao SIN cerca de 1.646 MW médios todos os anos.

Para o presidente do Conselho de Administração da CCEE, Rui Altieri, o crescimento das fontes renováveis, além do ganho ambiental e da geração de empregos, dará mais confiabilidade ao SIN. “A diversificação da matriz ajuda a reduzir a nossa dependência da hidrologia e dos reservatórios de água, que ainda são os nossos principais recursos de energia, e garante um maior conforto para enfrentar impactos em tempos de mudanças climáticas”, diz.



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