A Aliança Solar Internacional (ISA, na sigla em inglês) e a presidência da COP 26 divulgaram no dia 3 de novembro, dentro da programação da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, em Glasgow, na Escócia, planos para a formação da primeira rede transnacional de sistemas de energia solar, denominada Green Grids Initiative – One Sun One World One Grid (GGI-OSOWOG), ou Iniciativa Redes Verdes – Um Sol-Um Mundo-Uma Rede.

O anúncio foi acompanhado por declaração endossada por 80 países membros da ISA, batizada de One Sun. Pelo texto do manifesto, a concretização da rede, por meio de sistemas ecológicos interconectados, pode ser transformadora, possibilitando o cumprimento das metas do Acordo de Paris de prevenção de alterações climáticas, a aceleração da transição para energias limpas e a realização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

O projeto, liderado pelos governos da Índia e do Reino Unido, e implementado pela ISA em parceria com o Banco Mundial, visa aproveitar a energia solar em qualquer lugar com incidência solar suficiente e garantir eletricidade para áreas mais carentes. A GGI-OSOWOG reunirá uma coalizão global de governos nacionais, organizações financeiras e técnicas internacionais, legisladores, operadoras de sistemas de energia e líderes mundiais.

Como principal agente do projeto, a ISA tem a meta de mobilizar US$ 1 trilhão de financiamento até 2030 para os países em desenvolvimento expandirem suas redes de energia solar, visando acesso à eletricidade, segurança energética e transição para fontes limpas. Numa primeira fase, o projeto promoverá a interconectividade dos sistemas em todo o Oriente Médio, Sul da Ásia e Sudeste Asiático. A segunda fase terá como foco centrais elétricas na África, e a terceira impulsionará as interconexões das redes sustentáveis globais.



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