O Brasil atingiu 10 GW de potência operacional da fonte solar fotovoltaica, em usinas de grande porte e em pequenos e médios sistemas instalados em geração distribuída. Com a marca, o país se torna o 14º colocado no ranking global de capacidade instalada solar FV da Agência Internacional de Energia Renovável, a Irena (da sigla em inglês de International Renewable Energy Agency), e cuja liderança é da China, com 253,8 GW.

Com a potência instalada das usinas centralizadas, de 3,5 GW, somada aos 6,5 GW da GD solar, a fonte ocupa também o quinto lugar na matriz elétrica brasileira, à frente das termelétricas a combustíveis fósseis, que representam 9,1 GW do total. A Absolar, responsável pelo levantamento dos dados, observa que a fonte já representa mais de 70% da potência de Itaipu, a segunda maior hidrelétrica do mundo, com 14 GW de capacidade.

Ao se contar apenas as usinas de grande porte, a fonte é a sétima maior do Brasil, representando 1,9% da matriz elétrica, com empreendimentos em operação em nove estados brasileiros, no Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste. E a tendência é de crescimento nesse segmento, tendo em vista a alta competitividade da solar FV nos últimos leilões de energia nova, quando registrou os menores preços nos certames A-4 e A-6 de 2019, com preços médios abaixo dos US$ 21,00/MWh, e também nos A-3 e A-4, de julho de 2021, com os menores preços médios nos dois leilões, abaixo dos US$ 26,00/MWh. Os investimentos acumulados em geração centralizada ultrapassam os R$ 19 bilhões.

Ainda de acordo com a Absolar, até hoje já foram investidos para a implantação dos sistemas fotovoltaicos mais de R$ 52,7 bilhões no Brasil, com uma geração de mais de 300 mil empregos acumulados desde 2012. Como indicador ambiental, a fonte teria evitado, com os cálculos da associação, a emissão de 10,7 milhões de toneladas de CO2 equivalentes com a geração de energia renovável.



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