O MME - Ministério de Minas e Energia e a EPE - Empresa de Pesquisa Energética divulgaram nesta quarta-feira, 4, o “Caderno de Eficiência Energética e Recursos Energéticos Distribuídos do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2036”, estudo que projeta que a eficiência energética e os recursos energéticos distribuídos (RED) terão contribuição equivalente a 276 TWh para o atendimento do consumo de eletricidade em 2036, considerando a eficiência elétrica, a autoprodução não injetada na rede e a micro e minigeração distribuída (MMGD). Com isso, se reduzirá proporcionalmente a necessidade de expansão do parque gerador com grandes usinas e de fornecimento pela rede elétrica convencional.
A demanda de eletricidade evitada pela eficientização energética das instalações deve chegar a 53 TWh em 2036, volume equivalente à geração da parcela brasileira da usina hidrelétrica Itaipu somada à da hidrelétrica Xingó. Mesmo com a expansão prevista dos data centers, que deverão ser um importante vetor de crescimento do consumo de eletricidade, avanços na eficiência dos equipamentos de tecnologia da informação e dos sistemas de climatização devem contribuir para conter o crescimento dessa demanda, segundo o estudo. São apontadas ainda oportunidades de avanço relacionadas à adoção de índices mínimos de eficiência para novas construções, à elevação dos padrões de eficiência de equipamentos e motores industriais e à integração da eficiência energética ao planejamento urbano.
No cenário de referência do PDE 2036, a capacidade instalada da mini e microgeração distribuída deverá alcançar 91,7 GW em 2036, com 13,5 milhões de adotantes e investimentos estimados de R$ 95,9 bilhões no período. A fonte solar fotovoltaica deve manter o protagonismo, respondendo por 99% da capacidade instalada no horizonte decenal.
A autoprodução não injetada na rede, que atualmente responde por cerca de 12% do consumo de eletricidade do País, deverá crescer aproximadamente 2% ao ano, alcançando 101,1 TWh em 2036.
O estudo também avalia a atratividade econômica das baterias atrás do medidor em três aplicações. “Os resultados indicam que a viabilidade ainda está concentrada em nichos específicos, com maior potencial econômico na gestão do consumo de consumidores do Grupo A4 Verde”, diz um comunicado do MME.
A coordenação dos recursos energéticos distribuídos será um dos principais desafios, segundo o estudo. A expansão da MMGD fotovoltaica intensifica o fenômeno conhecido como “curva do pato” e, nesse contexto, a agregação dos RED em microrredes e usinas virtuais, associada à digitalização das redes de distribuição e a mecanismos de gerenciamento, será importante para coordenar esses recursos e aproveitar suas complementaridades, ampliando a flexibilidade e a eficiência da operação do sistema.
O “Caderno de Eficiência Energética e Recursos Energéticos Distribuídos” e os demais materiais do PDE 2036 podem ser acessados via este link.
Mais Notícias FOTOVOLT
Usinas somavam 7,80 GW de potência; contratos uso de transmissão rescindidos chegavam a 7,68 GW
06/11/2026
Desmonte de usina em telhado de fábrica permitiu doar 300 módulos a 150 moradores na Alemanha
06/11/2026
São informações sobre requisitos de acesso, conexão, operação e habilitação de empreendimentos no SIN
06/11/2026