A TotalEnergies anunciou nesta segunda-feira, 3, um acordo para adquirir todo o negócio de energias renováveis onshore da Shell na Europa, composto de 3,5 GW de projetos de energia solar, eólica e de armazenamento em baterias na Itália, Reino Unido e Espanha, além de 500 MW de ativos solares e eólicos em operação ou em construção, principalmente na Itália e na Holanda. Esse portfólio pertencerá integralmente à TotalEnergies após a conclusão da transação, prevista para o final de 2026 e ainda sujeita à aprovação das autoridades competentes.
Segundo comunicado da empresa, a transação complementa suas atividades de geração de energia nesses quatro mercados-chave desregulamentados para a implementação de sua “estratégia de Energia Integrada” na Europa, em particular seu portfólio de ativos de energias renováveis, que totaliza quase 10 GW de capacidade instalada bruta ou em construção e 27 GW em desenvolvimento.
Venda à KKR – No mesmo comunicado, a TotalEnergies anunciou a venda de participação de 50% em ativos de energias renováveis já desenvolvidos, com 1,2 GW, por € 1,8 bilhão, a uma seguradora administrada pela KKR, uma das principais empresas globais de investimento. A transação abrange usinas na Alemanha, Espanha, França e Polônia, cuja eletricidade já é vendida a terceiros ou será comercializada pela TotalEnergies, que manterá participação de 50% nos ativos e continuará a operá-los após a conclusão da transação, sujeita às condições habituais.
“A aquisição dos ativos onshore da Shell reforça as nossas posições de geração de energia em toda a Europa e apoia a implementação da nossa estratégia integrada em toda a cadeia de valor da eletricidade, complementando a capacidade de geração flexível das centrais termelétricas a gás da TTEP, a nossa joint venture com a EPH, particularmente na Itália, nos Países Baixos e no Reino Unido”, afirmou Stéphane Michel, presidente da área de Gás, Energias Renováveis e Energia Elétrica da TotalEnergies. Já a venda para a KKR, segundo o executivo, segue uma estratégia de negócio cujo objetivo é que a área de Energia Integrada atinja retorno sobre o capital investido (ROACE) de 12% até 2030.
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