Os custos para instalar sistemas de energia solar seguem competitivos no Brasil, como mostra o estudo "Radar Solfácil", indicador trimestral que monitora o valor dos sistemas fotovoltaicos no País, realizado pela empresa Solfácil. Segundo o levantamento mais recente, o preço médio da energia solar caiu 7% no último ano, na comparação entre o primeiro trimestre de 2026 e o mesmo período anterior.

O levantamento aponta que o preço médio chegou agora a R$ 2,45 por watt-pico (Wp), mas há pelo menos 10 estados com custos abaixo desse valor, para instalações residenciais. São eles, pela ordem: Acre, R$ 2,08/Wp; Rondônia, R$ 2,17/Wp; Amazonas, R$ 2,18/Wp; Paraíba, R$ 2,25/Wp; Alagoas, R$ 2,26/Wp; Mato Grosso, R$ 2,29/Wp; Roraima, R$ 2,29/Wp; Mato Grosso do Sul, R$ 2,33/Wp; Paraná, R$ 2,35/Wp; e Amapá, R$ 2,36/Wp.

Segundo o CEO da Solfácil, Fabio Carrara, o consumidor brasileiro está diante de uma janela muito favorável para investir em energia solar. "Hoje temos um cenário global de excesso de oferta de matéria-prima e equipamentos, especialmente na China, o que pressionou os preços para baixo."

No entanto, ele alerta que esse quadro não deve durar indefinidamente. "A tendência natural do setor é de estabilização e até aumento gradual dos preços. Na prática, este pode ser um dos momentos mais acessíveis para instalar energia solar no Brasil”, diz.



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